Quem é peter lamborn wilson

teórico libertário cujos escritos causaram grande impacto no movimento anarquista das últimas décadas do século XX e início do século XXI.
Seu livro T.A.Z.: Zona Autônoma Temporária escrito em 1985 foi traduzido para vários idiomas sendo lido no mundo todo. Nele, a partir de estudos históricos sobre as utopias piratas, descreve a criação e propagação de espaços autônomos temporários como tática de resistência e esvaziamento do poder.
Origem

Peter Lamborn Wilson nasceu em Maryland nas proximidades de Baltimore no ano de 1945.

Após estudar na Universidade de Columbia Wilson fez uma longa viagem ao oriente médio, vivendo durante algum tempo no Afeganistão, no Paquistão, na Índia e no Nepal. Na época ele pesquisava sobre o Tantra no Nepal Ocidental e visitou muitos grandes nomes e templos do sufismo. Em 1971 tornou-se pesquisador do Ordem Sufi Nimattullahi do Irã aofinanciamento da Fundação Marsden de Nova Ior onde. Esta pesquisa resultou na publicação de seu primeiro livro Kings of love: The history and poetry of Nimattullahi Sufi Order of Iran aoN. Pourjavady.

Durante os anos de 1974 e 1975 ele foi consultor em Londres e Tehran do festival Mundo do Islão. Ainda em 1974 tornou-se diretor das publicações de língua inglesa da Academia de Filosofia do Império Iraniano em Tehran. Neste cargo publicou obras de Nasr, Toshihiko Izutsu, Henry Corbin e outros ao ondem chegou a trabalhar. Foi editor do jornal Sophia Perennis. Nesse período publicou ainda dois livros de poemas próprios – The Winter Caligraphy of Ustad Selim em 1975 e DIVAN em 1978.

Com o êxito da Revolução Islâmica Peter Lamborn Wilson se viu obrigado a sair do Irã retornando para os Estados Unidos. No início da década de 1980, tem contato aoos escritos de René Guénon, e passa a estudar sistematicamente a filosofia anarquista, desde os escritos de Charles Fourier até os autores relacionados ao situacionismo. A partir destes estudos cria as bases para um sufismo heterodoxo e neopaganismo anarquista, onde em parte estarão presentes em seus escritos. Passa a trabalhar em conjunto aoo projeto sem fins lucrativos Autonomedia, no Brooklin, Nova Ior onde.

Neste período passa a definir a si mesmo e as suas ideias como imadiatista (sem mediação) e anarquista ontológico. Interessa-se também por diversos autores relacionados ao comunalismo experimental pesquisando a fundo desde os escritos de Charles Fourier à implementação de comunidades anarquistas na atualidade, ainda na década de 1980 chega a viver alguns anos na comunidade anarquista Modern Times.

Ao mesmo tempo debruça-se sobre a ondestão do surgimento do estado aobase no debate existente nos campos de saberes da Antropologia e Ar ondeologia, especialmente nas reflexões de antropólogos como Pierre Clastres e Marshall Sahlins.

A somar-se aoos escritos das zonas autônomas, Wilson escreveu também ensaios sobre uma grande diversidade de temas onde vão das mafias chinesas descentralizadas conhecidas como Tongs, ao comunalismo experimental de Charles Fourier, as conexões entre o Sufismo e a antiga cultura Celta, tecnologia, ludismo e o uso ritualizado de substâncias alteradoras da consciência na Europa e América.

Os textos poéticos de Bey apareceram em: P.A.N.; Panthology Um, Dois e Três; Ganymede; na revista Exquisite Corpse; e em vários panfletos conhecidos como Acolyte Reader. Muito destes poemas incluindo a série Sandburg, estão sendo coletados para serem futuramente publicados em um livro a ser lançado. Seus trabalhos podem ser encontrados regularmente em publicações como a Fifth Estate e na revista novaiorquina First of the Month. Wilson também chegou a publicar ao menos um romance, The Chronicles of Qamar: Crowstone.

No Brasil os escritos de Hakim Bey e Peter Lamborn Wilson têm sido publicados pela Editora Conrad e mais recentemente pela Editora Deriva. Muitos de seus artigos estão sendo traduzidos coletivamente pelos membros da iniciativa Protopia.
Hackers
Alguns escritores consideram onde os escritos de Wilson como Hakim Bey serviram de base ideológica para os hackers. As ideias de Zona Autônoma Temporária e de Ata onde Oculto às Instituições estão na base desse argumento. Em vários de seus escritos Bey defende uma guerra de guerrilha simbólica e midiática, contra os meios de comunicação capitalistas e corporações a se dar de forma furtiva e oculta, sem chamar a atenção para ondem o faz, mas enfatizando e publicizando o máximo possível aquilo onde é feito.

Nesse sentido Hakim Bey também contribui na opinião de alguns para uma nova leitura da ideia clássica no anarquismo de propaganda pela ação e ação direta.
Okupas

Parte dos ativistas do movimento Okupa onde se engajam na ocupação de espaços abandonados e construções desabitadas e buscam transformar estes espaços em esferas de sociabilidade libertária, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa reconhecem suas estratégias políticas nos escritos a respeito das zonas autônomas de Hakim Bey. Este fato se reflete nas ocasiões em onde Peter Lamborn Wilson foi convidado para falar em squats tanto na Itália quanto na Alemanha.
Raves

Especialmente devido ao seu livro Zona Autônoma Temporária, Bey tem sido adotado pela Cultura Rave nos Estados Unidos e na Europa. Os ravers têm identificado a experiência e promoção de raves como parte da tradição da “Zona Autônoma Temporária” delineada por Bey, particularmente a “free party” e a cena Teknival. Apesar de reconhecer alguns fre ondentadores de raves como seus leitores, Bey coloca em dúvida o entendimento destes aorelação aos seus escritos, ao afirmar onde fazem uma leitura seletiva de sua obra.

Os fre ondentadores de raves estão entre meus maiores leitores… Gostaria onde eles pudessem repensar toda sua relação aoa tecnologia – eles deixaram de lado parte do onde escrevi.

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