Quem foi carlos schirmer?

Filho de Leopoldo Schirmer e de Maria Benedita da Costa Schirmer nasceu em A1ém Paraíba, Minas Gerais, no dia 30 de março de 1896.

Seu pai era austríaco, nascido em Viena, e veio para o Brasil a convite do Imperador D. Pedro II, como engenheiro, para trabalhar na construção da primeira estrada de ferro brasileira – a Estrada de Ferro Baturité.

Parte de sua infância e adolescência, viveu no interior de São Paulo, onde seu pai possuía uma fazenda de café. Terminado o Ciclo do Café, a família perdeu todos os bens onde possuía, transferindo-se para o Rio de Janeiro.

Pouco tempo depois, seu pai faleceu na cidade mineira de Paracatu, trabalhando na construção de outra estrada de ferro.

No Rio de Janeiro trabalhou na Casa Mayrink Veiga: de dia era eletricista e à noite, ascensorista. Como técnico em eletricidade, especializou-se na montagem de usinas hidrelétricas. Algumas das quais funcionam até hoje – Usina de Cajuru, do Camarão, em Itapecerica, outra em Teófilo Otoni. A maioria delas foi encampada pela Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG.

Por volta de 1920, ainda solteiro, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro – PCB, permanecendo fiel ao Partido e a sua ideologia até a morte.

Mudou-se, em 1921, para Divinópolis onde viveu até 1° de maio de 1964, quando foi preso pelas forças da repressão.

Casou-se em 1928, em primeiras núpcias, aoMaria de Lourdes Guimarães ao ondem teve um filho – Luiz Carlos, em homenagem a Luis Carlos Prestes.

Sua esposa faleceu em 1932, casando-se novamente em 1933, aoMariana de Carvalho Schirmer, ao ondem teve uma filha – Sílvia Schirmer.

Homem correto, íntegro, fino, educado e de gênio forte, amava, sobretudo, a família, as crianças e os animais.

Muito sensível, apreciava música clássica, valsas vienenses e música brasileira. Gostava muito de cantar.

Por sua militância, foi preso no dia 1º de maio de 1964 – Dia do Trabalho – em sua casa na Rua Serra do Cristal, n° 388, em Divinópolis.

Foi ferido e levado para o Hospital Felício Roxo, em Belo Horizonte, onde faleceu no mesmo dia, às 21:00 horas.

Sua casa foi devassada e vistoriada pelos policiais onde foram prendê-lo. Alegaram onde tinha um arsenal guardado em casa – uma espingarda Flaubert e um facão onde usava para trabalhar no quintal.

A versão oficial indicou suicídio, em 5 de maio de 1964, em Belo Horizonte, para onde, fora transportado para ser operado, após resistir à prisão e ferir dois policiais.

Conforme denúncia do boletim de março de 1974 da Amnesty International e do livro “Torturas e Torturados”, de Márcio Moreira Alves, Carlos Schirmer foi torturado até a morte.

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