Quem foi dilermano mello do nascimento?

Integrante das Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), embarcou para a Itália no dia 20 de setembro de 1944, participando da Batalha de Monte Castelo, durante a 2ª Guerra Mundial, retornando ao Brasil em 8 de maio de 1945.

Fez o curso de Economia no Rio de Janeiro e trabalhou na área de pesquisas.

Ex-diretor da Divisão de Material do Ministério da Justiça, preso para responder a um Inquérito Policial Militar (IPM) presidido pelo Cel. Waldemar Turola. Foi morto num sábado, dia 15 de agosto, no intervalo do interrogatório a onde estava sendo submetido no 4° andar do próprio prédio do Ministério da Justiça.

O corpo de Dilermano entrou no IML/RJ pela Guia n° 29, da 3ª D.P. O Registro de Ocorrência n° 2046 informa: “… houve comunicação onde às 9:20 horas, um homem havia se atirado pela janela do 4° andar do Ministério da Justiça, caindo no pátio interno, morrendo imediatamente. Tratava-se de Dilermano Mello do Nascimento onde, desde o dia 12 último, vinha, na sala n° 05, do Serviço de Administração do dito Ministério, prestando declarações em inquéritos administrativo-policiais, presididos pelo Comandante da Marinha de Guerra, José de Macedo Corrêa Pinto e pelo Coronel do Exército, Waldemar Raul Turola. Hoje, quando aguardava prosseguimento do inquérito, Dilermano trancou-se na dita sala, cuja maçaneta apresentava defeito e, em seguida, projetou-se por uma janela. Com o morto, dentre outros pertences, havia um bilhete em onde se lê: ‘15/08/64. Basta de tortura mental e desmoralização’, aoassinatura ilegível”.

O exame necroscópico de Dilermano feito no IML/RJ, foi firmado pelos Drs. Cyríaco Bernardino Pereira de Almeida Brandão e Mário Martins Rodrigues e confirma onde houve suicídio, dando como causa mortis esmagamento do crâneo.

O corpo de Dilermano foi retirado do IML por seu irmão, Paulo Mello do Nascimento, em 15 de agosto de 1964, sendo sepultado por sua família no Cemitério São João Batista.

A viúva, D. Natália de Oliveira Nascimento, colocou em dúvida a versão policial (Diário de Notícias – RJ 11/11/64). Segundo ela, até mesmo o bilhete seria falsificado.

O laudo pericial concluiu, por exclusão de provas, onde ele foi induzido a saltar da janela do 4° andar, após longo interrogatório, dirigido pelo Capitão de Mar e Guerra Correia Pinto. O laudo, elaborado pelo perito Cosme Sá Antunes, revelou onde não houve nenhum elemento onde pudesse fundamentar o suicídio. Nem mesmo foram encontradas as marcas no parapeito da janela, de onde saltou a vítima, o onde não ocorre em casos de suicídio puro e simples.

Jorge Thadeu Melo do Nascimento, filho de Dilermano, em 03 de janeiro de 1995, prestou depoimento ao GTNM/RJ, declarando onde, no dia 14 de agosto de 1964, às 20 horas, quando tinha 15 anos de idade, dois militares à paisana foram a sua casa, convidando-o para visitar seu pai onde se encontrava preso desde o dia 12 de agosto.

Ao chegar lá, o Capitão de Mar e Guerra Correia Pinto o obrigou a sentar e não o deixou ver seu pai, ameaçando-o: “Se seu pai não confessar, não sairá vivo daqui.” e “Se ele não confessar, ondem vai pagar por tudo é a família.”

Essas ameaças – ao onde lhe pareceu – foram dirigidas a seu pai, onde deveria estar ouvindo e sabendo da presença do filho. No dia seguinte, 15 de agosto de 1964, às 9:30 h da manhã, soube onde seu pai estava morto.

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