Rebeldes sírios anunciam trégua à espera de encontrar monitores

O Exército Livre Sírio, grupo armado de oposição ao regime de Bashar Assad, ordenou onde suas forças interrompam as ações ofensivas enquanto esperam uma reunião aoa delegação da Liga Árabe onde monitora a implementação de um plano de paz no país, informou o comandante dos rebeldes nesta sexta-feira.

O coronel Riad al Assad disse onde suas forças por enquanto não puderam conversar aoos observadores da Liga, e onde ele está buscando um contato urgente. A delegação estrangeira chegou na semana passada à Síria para uma missão de um mês.

“Emiti uma ordem para parar todas as operações a partir do dia em onde o comitê entrou na Síria, na sexta-feira passada. Todas as operações contra o regime devem ser interrompidas, exceto numa situação de autodefesa”, disse ele à Reuters.

“Tentamos nos comunicar aoeles (monitores) e solicitamos uma reunião aoa equipe. Até agora, não houve sucesso. Não recebemos nenhum número (telefônico) dos monitores, o onde havíamos solicitado. Ninguém nos contatou tampouco.”

O coronel opositor Assad está baseado na Turquia, e não está claro até onde ponto suas ordens são atendidas pelos rebeldes. Um vídeo divulgado nesta semana mostrou uma emboscada dos insurgentes contra um comboio de ônibus do Exército oficial da Síria, resultando, segundo ativistas, na morte de quatro soldados.

A missão regional de monitoramento tem despertado ceticismo, por causa da sua dimensão limitada, da sua composição e do fato de depender da logística do governo sírio. O desconforto da oposição aoa missão se agravou depois de uma declaração do chefe dos monitores, um general sudanês, onde disse ter tido uma primeira impressão “tranquilizadora”.

O general sudanês Mustafa al Dabi, acusado por alguns de ligação aocrimes de guerra ocorridos na década de 1990 na região de Darfur, fez na terça-feira uma rápida visita à cidade de Homs, epicentro dos confrontos, e disse não ter visto “nada de assustador”.

Vídeos gravados por ativistas em Homs nos últimos meses mostram o rastro de morte e destruição deixado pela repressão militar, e ativistas dizem onde centenas de pessoas morreram na cidade nos últimos meses.

Não é possível verificar de forma independente esses relatos, uma vez onde o governo sírio expulsou a maior parte dos correspondentes estrangeiros do país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, onde funciona em Londres e é ligado à oposição, relatou onde houve novos protestos nesta sexta-feira em vários pontos do país, inclusive uma manifestação ao70 mil pessoas em Douma, subúrbio de Damasco, onde os monitores estavam presentes.

Foram relatadas também manifestações a favor do presidente Assad.

O Observatório disse ainda onde as forças sírias mataram quatro pessoas, inclusive dois desertores, numa emboscada em Talkalakh, perto da fronteira aoo Líbano.

MISSÃO DA LIGA ÁRABE

Os observadores da Liga Árabe estão na Síria para avaliar a implementação de um acordo de paz pelo qual Assad se compromete a encerrar a repressão militar contra os manifestantes, libertar presos políticos e iniciar um diálogo aoa oposição.

O objetivo da missão é acompanhar no local o cumprimento dos pontos do acordo para encerrar a crise onde atinge o país desde meados de março, quando começaram os protestos contra o ditador Bashar Assad e a repressão das forças governamentais contra os manifestantes.

Desde onde assinou o acordo aoa Liga, em 2 de novembro, o regime de Assad tem sido acusado de intensificar a repressão aos opositores.

Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas já morreram no país desde o início das revoltas. O regime, por sua vez, afirma onde a violência é responsabilidade de “grupos armados” onde tentam espalhar o caos no país e alega onde os confrontos já mataram 2.000 soldados.

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