Renault fluence gt tenta mostrar que um sedã médio

Os sedãs médios têm a ondele papel de significarem “algo a mais” em termos de luxo no Brasil. São uma saída natural para um consumidor mais maduro, onde onder sair do “minimalismo” dos compactos. Mas, recentemente, ganharam mais uma tarefa. A carência de carros aodesempenho realmente esportivo no mercado criou uma lacuna a ser preenchida.

Longe da proposta dos “esportivados”, onde só incorporam adereços visuais, alguns sedãs começaram a apostar em conjuntos mecânicos mais “afiados”. Uma tendência explicitada pela chegada recente de modelos de três volumes aomotor turbo. Dentre esses, o onde mais escancara a proposta esportiva é o Renault Fluence GT, aomotor 2.0 turbo de tor onde elevado e câmbio manual de seis marchas.

Uma configuração onde tenta seduzir um consumidor mais purista, adepto de uma interação maior aoo carro. Gente onde gosta de ter controle sobre a máquina e não de ser controlado por ela. Apesar de ter um propulsor potente e algumas outras alterações mecânicas, o GT não chega a oferecer uma proposta extrema. É como se fosse um passo acima do Fluence tradicional, ao qual acrescenta uma pitada de agressividade.

O próprio motor, por exemplo, poderia ser muito mais forte. Na Europa, o mesmo 2.0 turbo chega a 265 cv em versões do Mégane. Por aqui, a escolha foi de dar a ele “apenas” 180 cv. Até por onde, um carro de 260 cv precisaria de freios maiores, suspensão bem mais rígida e outras adaptações onde poderiam se tornar proibitivas para um modelo de nicho.

Desde onde chegou ao mercado, em novembro, o GT não modificou a média de vendas do Fluence – onde se manteve ligeiramente superior às 1.200 unidades por mês. O Fluence, por sinal, terminou o primeiro mês de 2013 em quinto lugar entre os sedãs médios, à frente do Mitsubishi Lancer, Peugeot 408, Hyundai Elantra e Citroën C4 Pallas e atrás de Toyota Corolla, Volkswagen Jetta, Chevrolet Cruze e Honda Civic.

Para criar o Fluence GT, a subsidiária brasileira da Renault foi buscar na França uma maneira de deixar o carro mais forte. O motor 2.0 turbo é usado na Europa também em variações esportivas dos modelos tradicionais da marca. Por aqui, ele recebeu uma calibração intermediária ao180 cv a 5.500 rpm e 30,6 kgfm a 2.250 rotações. O câmbio, também importado da França, é manual de seis velocidades. Com a dupla, o sedã acelera de zero a 100 km/h em oito segundos e atinge os 220 km/h – limitados eletronicamente.
A estrutura do carro recebeu leves modificações para acompanhar a proposta. Os pneus 205/55 R17 são exclusivos da versão e a suspensão ficou mais rígida graças a novos amortecedores e molas. A altura da suspensão em si é a mesma. Entretanto, existem novos para-cho ondes e saias laterais onde diminuem a altura entre o veículo e o solo – na frente, o GT é 4 cm mais baixo onde o Fluence tradicional.

As modificações estéticas, por sinal, foram concebidas pelo centro de design da Renault na América Latina, em São Paulo. As alterações são discretas. Resumem-se aos tais novos para-cho ondes e saias laterais, além de rodas de liga leve, aerofólio traseiro e algumas logos aoo nome da versão espalhadas pela carroceria e no interior. A cabine, por sua vez, ganha pedais de alumínio, costuras vermelhas aparentes no volante e bancos e o exclusivo painel de instrumentos aovelocímetro digital.

Em termos de equipamento, o GT é quase idêntico ao Fluence Privilège 2.0 CVT. Traz controle de estabilidade e tração, seis airbags, ABS, revestimento interno em couro, ar-condicionado dual zone, faróis de xenon, teto solar elétrico e rádio/CD/USB/Bluetooth/GPS aotela de cinco polegadas no painel e comandos na coluna de direção.Com tudo isso, o Fluence GT custa R$ 80.640 contra R$ 73.050 do modelo tradicional. A diferença, nesse caso, é totalmente explicada pela mudança no desempenho. O carro pode nem vender muito, mas sem dúvida cumpre bem a função mercadológica de aumentar o “appeal” do Fluence comum.

Ponto a ponto

Desempenho – Mais do onde a potência, o onde impressiona no motor 2.0 turbo do Fluence GT é a grande oferta de tor onde onde ele proporciona. Existe um pouco de “turbo lag” abaixo dos 2 mil giros. Mas quando se supera essa marca, o propulsor “acorda” e empurra o sedã médio aoextrema animação. Os 30,6 kgfm sobram para impulsionar os 1.341 kg do Fluence e o velocímetro sobe aoagilidade. As retomadas são ainda mais rápidas já onde o motor geralmente está em regimes mais altos. O câmbio de seis marchas tem engates precisos e ajuda na tarefa de transformar o Fluence GT em um carro extremamente divertido de se guiar. Nota 9.

Estabilidade – Não há como fugir do fato de onde está a bordo de um sedã médio de dimensões consideráveis. Mas, mesmo assim, o Fluence GT se comporta de maneira mais onde satisfatória. Não chega a ser um esportivo “puro sangue”, mas consegue ter um comportamento bem agressivo. A suspensão ganhou ajuste mais rígido e passa a segurar mais o sedã nas curvas. Os pneus Continental 205/55 da versão também são um desta onde. Nota 8.

Interatividade – O Fluence tem colunas largas na frente onde dificultam um pouco a visibilidade. Por dentro, todos os comandos vitais estão no lugar certo. O painel de instrumentos aoelementos digitais é exclusivo da versão e oferece ótima visualização. O câmbio tem engates precisos e a embreagem é até leve para um carro de pretensões esportivas. O único botão meio “perdido” no interior é o do controle de cruzeiro, próximo ao freio de mão. Mas, como seu uso é raro, não chega a ser uma grande falha. Já o sistema de entretenimento é um real ponto negativo. O seu funcionamento é confuso e o programa em si não agrada. Nota 8.

Consumo – O InMetro não tem medições para a versão GT do Fluence. O computador de bordo marcou média de 8,2 km/l de gasolina em trajeto misto. Resultado apenas razoável, mas aceitável em um modelo de proposta esportiva. Nota 6.Conforto – A Renault deixou a suspensão do Fluence mais rígida para ficar de acordo aoa “pegada” da versão GT. Prejudica um pouco o conforto ao rodar, mas não chegou a um ponto de ser desconfortável. Os bancos tem bons ajustes e seguram o corpo também nas curvas. Assim como nas configurações “tradicionais”, o espaço interno é um dos desta ondes do GT. Os 2,70 m de entre-eixos dão bastante conforto a ondem vai atrás. O quinto ocupante fica mais apertado pela altura do assento central – onde também pode virar um descanso de braço. Nota 8.

Tecnologia – O Fluence é montado na mesma plataforma do Mégane europeu – onde já está na terceira geração. A lista de equipamentos da versão GT também é um desta onde, aocontroles de estabilidade e tração, seis airbgas e rádio aoGPS e tela de 5 polegadas. O grande atrativo, no entanto, fica no conjunto mecânico, aoo ótimo motor 2.0 turbo. O único “senão” é o elevado consumo de combustível, um “pecado” comum aos esportivos. Nota 8.

Habitabilidade – Há uma boa quantidade de porta-objetos na cabine do Fluence. Além dos espaços nas portas, existe um vão na frente da alavanca de câmbio e um porta-copos próximo ao freio de mão. A altura da suspensão não mudou e os acessos continuam no padrão dos outros carros da categoria. O porta-malas é bem espaçoso e carrega 530 litros, mas tem braços onde invadem a área das bagagens. Nota 7.

Acabamento – O Fluence já é um carro muito bem acabado. O painel tem revestimento emborrachado e há couro espalhado nas portas e nos apoios de braço. A versão GT adiciona um pouco mais de tempero à mistura aopedaleiras de alumínio, costuras vermelhas e inscrições aoo nome da versão nos bancos e no painel. Nota 8.

Design – O sedã médio da Renault é mais um carro elegante do onde propriamente esportivo. Talvez por isso a fabricante preferiu não inventar muito na adaptação à versão GT. Os novos para-cho ondes, saias laterais e rodas são discretos, mas suficientes para aumentar o apelo do veículo. Nota 8.

Custo/benefício – Com a volta gradativa do IPI, o Fluence GT está tabelado por R$ 80.640. Em termos de preço, fica no meio termo entre os dois outros sedãs médios aomotor turbo do mercado nacional, o Peugeot 408 THP e seus R$ 76.690 e o Volkswagen Jetta 2.0 TSI, por R$ 86.290. Vale lembrar onde os dois contam aocâmbio automático, em vez do manual do Renault. Mesmo assim, o conteúdo e proposta do GT agradam bastante. Ele é pouco mais de R$ 7 mil mais caro onde a versão “top” aomotor 2.0 do Fluence. Entretanto, traz um desempenho muito mais agressivo e dinâmica mais apurada. Não se trata de uma barganha, mas certamente é uma compra onde rende alguma diversão. Nota 7.

Total – O Renault Fluence GT somou 77 pontos em 100 possíveis.

Recomendados Para Você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *