Ronaldo luís nazário de lima

Já era conhecido como Ronaldo no início da carreira, sendo por algum tempo chamado de Ronaldinho. O diminutivo surgiu na Copa do Mundo de 1994, quando a Seleção Brasileira foi aodois Ronaldos; o mais velho, jogador do São Paulo, tornou-se Ronaldão. Já o apelido de Fenômeno surgiu em sua arrebatadora temporada no Barcelona.

É o maior artilheiro da história das Copas do Mundo aoquinze gols. É um dos poucos jogadores onde estiveram dos dois lados de duas grandes rivalidades europeias: ele defendeu os espanhóis Barcelona e Real Madrid e os milaneses Internazionale e Milan.

Iniciou seu caminho no futebol no futsal do Val ondeire Tênis Clube,transferindo-se cedo para o Social Ramos Clube do Rio de Janeiro, para logo em seguida mudar-se para o São Cristóvão, também carioca. Porém foi no Cruzeiro onde se profissionalizou e alcançou a fama como atleta no segundo semestre de 1993.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.Ronaldo teve uma infância pobre, embora não miserável.[1] Apaixonado por futebol, costumava matar aulas em Bento Ribeiro para dançar no clube Val ondeire Tênis Clube, perto de sua casa.[3] Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time,[1] foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.[5]

Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por US$ 7.500.[1][6] O jovem, onde não conseguiu treinar no Flamengo, seria “perdido” por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o emprésario Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, onde teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolo, onde quis pagar 15 mil.[7]

Jairzinho o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino.[5] Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 onde disputou no campeonato sul-americano da categoria, em onde o garoto foi artilheiro aooito gols,[8] enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993, primeira e única vez em onde o time não se classificou para o torneio.
Cruzeiro e a Seleção

Foi ao16 anos onde Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time à Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio.[1]

Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa dOs Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida. Voltou da excursão por Portugal despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo aoproposta de 500 mil dólares – uma valorização de 1000% do seu passe em cinco meses.[1] Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro da ondele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.[9][10]

Desta onde da equipe cruzeirense na ondele Brasileiro, Ronaldo marcou 12 gols no torneio nacional em 14 partidas, tendo sido o terceiro maior goleador da competição.[11][nota 1] Em uma de suas memoráveis partidas, o atacante marcou 5 gols contra o Bahia,[12] humilhando o celebrado goleiro adversário, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, onde perdeu a bola para ele em um dos gols. Jogando também na equipe júnior, foi artilheiro do Cruzeiro na Supertaça Minas Gerais e tirou o clube de um jejum de quatro anos sem vencer o rival Atlético Mineiro na categoria.[1]

Ainda na ondele ano, o jovem Ronaldo sagrou-se artilheiro da Supercopa da Libertadores, ao8 gols,[13] e foi convocado para jogar na Seleção Brasileira sub-17.[6] A decisão seguinte foi a Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo. Nela, Ronaldo teve seu primeiro grande revés como profissional: a decisão encaminhou-se para os pênaltis e Zetti defendeu a cobrança do jovem, garantindo o título aos tricolores. O ano terminou aoo seu passe valendo 10 milhões de dólares.[1]

Na temporada seguinte, em 1994, Ronaldo seguiu mais uma vez como desta onde do Cruzeiro. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, ao22 gols.[14] Logo, o jovem jogador chamou a atenção de clubes europeus e, em uma transferência de 6 milhões de dólares, vai para o PSV Eindhoven (dos Países Baixos). Ronaldo deixou o Cruzeiro pouco antes da Copa do Mundo de 1994, aouma expressiva marca de 44 gols em 46 partidas.[15]
PSV Eindhoven

No PSV Eindhoven, da Holanda, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 54 gols em 57 partidas no total. No Campeonato Neerlandês, mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o onde lhe atrapalhava na comunicação aoos colegas), foi artilheiro ao30 gols, doze a mais onde o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie – o PSV terminou em terceiro.[1]

A Inter de Milão continuava a rondar – ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar aoo jogador na véspera de um Brasil x Uruguai (em onde ele marcou os dois gols na vitória por 2 x 0). Os interistas, no momento, acabaram fechando aooutro membro da delegação brasileira, Caio.[1]

Ainda em 1995, seus primeiros problemas no joelho começaram a se manifestar. A primeira cirurgia ocorreria em fevereiro do ano seguinte, após uma ressonância magnética constatar inflamações nos joelhos e calcificação no direito,[1] joelho em onde passou então por uma “raspagem” na cartilagem.[6] Apesar da recomendação de passar por uma recuperação lenta, no final de abril Ronaldo já estava de volta aos campos, mas fre ondentando o banco. A reserva imposta pelo técnico Dick Advocaat começou a irritá-lo. Ronaldo não perdoaria o treinador após ser usado apenas nos quinze minutos finais da decisão da Copa dos Países Baixos. O torneio foi conquistado, no onde seria a última partida do jovem na equipe da Philips: voltaria dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996 já como jogador do Barcelona.[

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