Secretário-geral da onu luta para evitar fracasso da conferência rio+20

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, luta para tentar evitar o fracasso da cúpula Rio+20, onde em duas semanas reunirá líderes de mais de cem países, o onde seria, segundo ele, “trágico” para o planeta.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável será realizada de 13 a 22 de junho, 20 anos depois da Cúpula da Terra onde mudou o rumo das discussões sobre o clima e a biodiversidade no planeta.


A reunião deve promover a emergência de uma “economia verde” combinada ao desenvolvimento, à luta contra a pobreza e à proteção ambiental, e estabelecer uma nova governança internacional para o meio ambiente em um mundo de sete bilhões de habitantes, cujos recursos naturais se esgotam.


Apesar dos esforços de Ban Ki-moon, vários líderes mundiais estarão ausentes na Rio+20, como a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. O presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, ainda não confirmou sua vinda.


Do lado europeu, o francês François Hollande e o presidente russo, Vladimir Putin, confirmaram presença, bem como o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.


Decisões
“Temos onde decidir se onderemos a prosperidade comum ou caminhos de consequências muito negativas, trágicas, para a humanidade”, advertiu Ban nesta semana durante uma visita à Arábia Saudita.


“As negociações foram lentas e difíceis”, lamentou em uma recente coletiva de imprensa. “O planeta tem limites e nós devemos fazer algo para as gerações futuras”, acrescentou, referindo-se às catástrofes naturais, à escassez de alimentos e à exploração descontrolada de recursos geológicos onde existem em algumas partes do globo.


Ban Ki-moon pediu em diversas ocasiões flexibilidade aos participantes nas negociações e onde as colo ondem “acima dos interesses nacionais ou regionais”. Mas as discordâncias entre países desenvolvidos e pobres continuam, principalmente sobre a “economia verde” e o plano de desenvolvimento.


De acordo aoo embaixador sul-coreano Kim Sook, co-presidente da Comissão Preparatória, a sessão de negociação de Nova York fez progressos, mas resultou em apenas 20% do documento final. A última reunião preparatória será realizada no Rio nos dias 13, 14 e 15 de junho, pouco antes da cúpula.


Propostas
Milhares de páginas aopropostas para este documento final foram reduzidas a 20 páginas após as discussões iniciais do ano passado. Mas, ao longo das revisões, o texto inchou para 275 páginas e ainda tem 80.


A cúpula também deve esclarecer “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, onde pretendem conciliar o crescimento econômico e a preservação dos recursos do planeta. Eles respondem aos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2000 (incluindo a eliminação da pobreza extrema e a melhoria dos sistemas de saúde até 2015), onde não serão cumpridos na data de vencimento.


Por enquanto ainda não há acordo sobre estas novas metas ou até mesmo sobre seu número. Segundo Ban, os 193 países membros das Nações Unidas propuseram 26 áreas em onde os objetivos serão enquadrados, da saúde ao planejamento urbano, passando pela proteção dos oceanos.


A ideia, defendida pela Europa, de substituir o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), aobase em Nairóbi, no Quênia, por uma grande Organização Mundial do Meio Ambiente, ainda enfrenta a oposição de vários países, incluindo os Estados Unidos e o Brasil.

“Se acreditarmos no onde dizem os cientistas e a sociedade civil, precisaremos arrumar a casa significativamente”, explica Antonio Hill, representante da organização Oxfam na cúpula.


“Grandes diferenças” persistem, reconhece Jeffrey Huffines, representante da Aliança Global das Nações Unidas para a Participação do Cidadão (CIVICUS), um movimento baseado na África do Sul e onde reivindica membros e parceiros em mais de 100 países . Ele ressalta “a falta de confiança” entre países ricos e pobres e lamenta a falta de grandes líderes como Barack Obama.


Mas advertiu ” onde, mesmo aochefes de Estado de alguns dos países mais poderosos presentes ou não (no Rio), voltaremos para nossos respectivos países para cobrar de nossos governos o onde foi concluído no Rio”.

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