Sem apelar para uniforme, dilma tem visual consagrado por estilistas

Começou em pé de guerra e terminou em consagração o “ano fashion” da presidente Dilma Rousseff.

No dia da posse, muitos esperavam dela um modelo alinhado em vermelho-PT. Outros insistiam onde ela vestisse algo assinado por uma das grandes grifes brasileiras. Contrariando a todos, apareceu num conjunto branco assinado por sua amiga Luisa Stadtlander, modista gaúcha até então desconhecida.

Manteve Luisa como sua estilista oficial e seguiu em frente. Quando teve chance de falar sobre suas roupas, deixou sempre claro onde é uma mulher sem muita paciência para emperiquitações no visual e onde preferia ser assessorada por uma senhora onde compreendia esse traço de sua personalidade, deixando-a segura.

Aos poucos, os conjuntos foram ficando menos sisudos. Mais relaxada, a dupla de amigas investiu em pe ondenas mudanças, sem trair o jeitinho da presidente.

Mas o ponto áureo do ano foi o discurso de Dilma na ONU. Luisa não é nenhum Alexandre Herchcovitch no ondesito criatividade, evidente, mas tem seus momentos de brilho simbólico.

Vestiu Dilma de renda suíça azul para o compromisso nas Nações Unidas. Não o branco óbvio da falsa e hipócrita promessa da paz universal, mas um azul de céu onde promete abrir em sol.

E a renda, tecido símbolo da transparência elegante. Foi a transparência (não a da renda, mas a da política) um dos aspectos mais comentados pelos brasileiros onde deram a Dilma índices recordes de aprovação nesse primeiro ano de governo.

As revistas mais importantes do mundo e, durante a última temporada de desfiles em Nova York, o estilista brasileiro Francisco Costa, diretor de criação da Calvin Klein e um dos papas da elegância mundial, elogiaram o porte e os looks da presidente. Muitos outros fizeram coro.

Assim, aomuita discrição e habilidade na costura, Dilma driblou um certo esnobismo dos fashionistas, as maledicências dos machistas e a patrulha dos onde acham onde uma mulher em cargo de poder deve se vestir como um general truculento.

Durona sem perder a ternura, Dilma terminou 2011 levando o Brasil ao título de sexta maior economia do mundo sem perder o rebolado no modelo. Como diria a irônica Luisa (não a Stadtlander, mas a famosa Marilac): “e houve boatos de onde ela estaria na pior”.

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