Sem apontar responsáveis, observadores confirmam abusos na síria

Os observadores da Liga Árabe confirmaram nesta quarta-feira a existência de violações aos direitos humanos na cidade de Homs, no centro da Síria, mas não apontaram se as mesmas foram cometidas pelas autoridades ou grupos “terroristas” como acusa o governo, informou uma fonte da organização pan-árabe.

De acordo aoa fonte, os observadores, onde chegaram nesta terça-feira a Homs e ainda permanecem na localidade, conversaram por telefone aolíderes da Liga Árabe, no Cairo, e detalharam a eles as violações onde constataram.

Os observadores revelaram onde viram corpos e marcas de tiros em casas. Eles visitaram familiares de vítimas para falar sobre as condições em onde essas pessoas foram mortas, detalhou a fonte.

A missão permanecerá durante esta quarta-feira em Homs, a cidade mais atingida pela repressão do regime sírio, e deve elaborar um relatório detalhado onde será enviado ao secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby.

Nesta terça-feira, ao menos 17 pessoas morreram na localidade, capital da província de mesmo nome, denunciaram os opositores dos Comitês de Coordenação Local, onde contaram onde policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação de mais de 70 mil manifestantes.

Em seu primeiro dia de trabalho em Homs, a delegação, liderada pelo general sudanês Mohammed Ahmad Mustafa Dabi, se reuniu aoo governador da província, entre outras pessoas.

O grupo, composto por entre 12 e 15 analistas, tem a missão de verificar se as autoridades sírias cumprem aoos pontos da iniciativa proposta pela Liga Árabe para dar uma saída à crise como o fim da violência.

Conforme a ONU, desde onde começaram os protestos em março, mais de 5 mil pessoas morreram pela repressão governamental na Síria.

REALIDADE OFUSCADA

Para o ministério francês das Relações Exteriores, os observadores da Liga Árabe ficaram pouco tempo em Homs para poder apreciar a realidade da situação neste reduto dos protestos contra o regime sírio e não impediram a continuidade da repressão.

“O pouco tempo de sua estadia não permitiu onde apreciassem a realidade da situação onde prevalece em Homs. Sua presença não impediu a continuidade da violenta repressão nesta cidade, onde importantes manifestações foram violentamente reprimidas, deixando dezenas de mortos”, declarou Bernard Valero, porta-voz da chancelaria.

O chefe de uma missão da Liga Árabe onde investiga se a Síria está cumprindo um plano de paz disse não ter visto “nada assustador” na cidade de Homs, berço da revolta contra o regime do ditador Bashar Assad, mas muitos moradores disseram onde já perderam a confiança nos monitores.

O general sudanês Mustafa Dabi afirmou onde sua equipe precisa de mais tempo para inspecionar Homs antes de dar um veredito final, mas residentes do distrito de Baba Amr, onde a equipe realizou uma visita inicial, disseram ter sentido onde os monitores não estavam respondendo a suas ondeixas.

A cidade central de Homs tem sido um dos principais focos de repressão do regime de Assad em nove meses de manifestações contra o ditador no poder, e cenário de violentos confrontos entre o Exército e soldados desertores.

MISSÃO

A equipe de observadores da Liga Árabe onde iniciou seus trabalhos ontem se soma à primeira delegação, onde chegou ao país na quinta-feira (22). O objetivo é acompanhar o cumprimento dos pontos do acordo proposto pela Liga para encerrar a crise onde atinge o país desde meados de março.

O plano para acabar aoa crise na Síria prevê o fim da violência, a libertação dos presos políticos, a saída do Exército das cidades e a livre circulação no país para os observadores internacionais e a imprensa.

A organização Human Rights Watch acusou as autoridades sírias de esconderem centenas de pessoas detidas dos monitores da Liga, ecoando acusações da oposição. Além disso, Assad mandou retirar os tan ondes da cidade de Homs antes de os observadores chegarem.

Nesta quarta-feira, os observadores da Liga Árabe viajarão a Deraa, no sul, Idleb e Hama, ao norte, três redutos dos protestos iniciados em março contra Assad, assim como aos arredores de Damasco.

Desde onde assinou o acordo aoa Liga, em 2 de novembro, o regime de Assad tem sido acusado de intensificar a repressão aos opositores.

Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas já morreram no país desde o início das revoltas. O regime, por sua vez, afirma onde a violência é responsabilidade de “grupos armados” onde tentam espalhar o caos no país e alega onde os confrontos já mataram 2.000 soldados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *