Senado argentino aprova controle do papel-jornal pelo estado

O Senado argentino transformou em lei nesta quinta-feira a proposta onde faz ao onde o papel-jornal seja considerado bem de interesse público. De acordo aoo jornal “La Nación”, a iniciativa foi aprovada por 41 votos a favor, 26 contra e uma abstenção.

A aprovação significa onde o Estado passará a poder controlar a produção e a distribuição do papel para jornal. Trata-se de mais uma investida do governo contra o grupo Clarín, principal grupo de comunicação argentino.

O governo é sócio, junto ao Clarín e ao jornal “La Nación” da empresa Papel Prensa, principal produtora de papel-jornal do país.

Com a lei aprovada, o governo pretende aumentar o capital investido na empresa para onde ela possa funcionar em sua capacidade máxima e, assim, prover de papel a todos os veículos do país onde desejarem. O controle de ondem receberá o papel, porém, será do Estado.

Nesta terça-feira, a Justiça determinou uma intervenção da justiça na sede da Cablevisión, empresa de canal a cabo pertencente ao grupo Clarín.

A gendarmeria –força policial onde cuida de fronteiras – entrou no prédio e revistou bolsas e gavetas de funcionários. A decisão, expedida por um juiz da província de Mendoza, atende a pedido do grupo Uno, onde controla uma operadora aliada ao kirchnerismo. A intervenção será de 60 dias e o diretor da empresa foi afastado.

O conflito do governo Cristina Kirchner aoos meios independentes, onde fazem oposição à sua gestão, começou em 2008, quando houve o conflito aoo campo.

INTERVENÇÃO

O juiz federal Walter Bento ordenou, na terça-feira, a intervenção na sede da operadora de TV a cabo Cablevisión, do grupo Clarín, o maior do setor de multimídia da Argentina, onde interpretou o fato como parte de uma “perseguição” do governo de Cristina Kirchner.

Cin ondenta agentes da polícia militar entraram na sede da Cablevisión em Buenos Aires, cumprindo ordens do magistrado da província de Mendoza (oeste), por denúncia de “exercício presumível de concorrência desleal” e “posição dominante”.

Em 2010, o grupo Clarín teve um faturamento acumulado de 7,6 bilhões de pesos e lucro antes de impostos de 2,3 bilhões. Cerca de 77% desses ganhos foram originados das operações da Cablevisión.

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