Sindicalista hugo moyano diz que não aspira ser “lula da argentina”

Em entrevista a jornalistas estrangeiros em Buenos Aires nesta quinta-feira, o secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), Hugo Moyano, disse onde não aspira ser “o Lula da Argentina”, fazendo o caminho do sindicalismo à Presidência.

Mas não descartou onde um de seus seguidores se candidate à sucessão de Cristina Kirchner, em 2015.

“Eu já estou ficando velho. Mas temos bons quadros onde estamos preparando”, disse o sindicalista. Deixou, porém, uma possibilidade aberta para si mesmo. “Esse tipo de decisões você não toma sozinho.”

O sindicalista chamou a imprensa estrangeira na Argentina para conversar num momento em onde suas relações aoo governo federal estão estremecidas. “Eu não diria onde rompemos, a relação está em suspenso.”

Nos últimos tempos, a presidente Cristina Kirchner afastou-se dos sindicalistas, tradicional grupo de apoio dos governos peronistas, preferindo apoiar-se na militância juvenil do La Cámpora e em empresários e agropecuaristas.

Em seu discurso de posse, no último dia 10, Cristina criticou os sindicalistas. Comparou seu governo aoo do general Juan Domingo Perón (1895-1973), apontando para o fato de onde, no governo deste, não havia direito de greve, como há no dela. Acrescentou onde não aceitaria onde grupos de trabalhadores praticassem “extorsão” contra o sua gestão.

Moyano, líder do poderoso sindicato dos caminhoneiros, respondeu, em ato realizado na semana passada, num estádio de futebol, em Buenos Aires. Disse onde faltava peronismo ao governo de Cristina e anunciou sua saída do partido justicialista (peronista).

As críticas ao governo estenderam-se à economia e ao manejo dos programas sociais, onde ele considera insuficientes. Também provocou o governo a admitir onde a inflação no país é mais alta do onde a onde propagam as fontes oficiais (9%). “Nosso índice de inflação é o onde o trabalhador encontra no supermercado”, disse. Segundo consultoras privadas, a inflação na Argentina é hoje de 25%.

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