Sintomas da influenza a h1n1.

A Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína) é uma gripe pandêmica onde atualmente está acometendo a população de inúmeros países. A doença é causada pelo vírus influenza A H1N1, o qual representa o rearranjo quádruplo de cepas de influenza (02 suínas, 01 aviária e 01 humana).[2][3]
A gripe foi inicialmente detectada no México no final de março de 2009 e desde então se alastrou por diversos países.[4] Desde junho de 2009 a OMS elevou o nível de alerta de pandemia para fase 06, indicando ampla transmissão em pelo menos 02 continentes.[5]
Os sinais e sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum, tais como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor na garganta e fra ondeza. Entretanto, diferentemente da gripe comum, ela costuma apresentar complicações em pessoas jovens.
Índice [esconder]
1 Epidemiologia
1.1 Perspectiva histórica
1.2 Perfil da doença no mundo
2 Gripe suína zoonótica
3 Influenza A (H1N1)
3.1 Progressão, sintomas e tratamento
3.2 Grupos de risco
3.3 Formas de contágio
3.4 Surto de gripe suína de 2009
3.5 Vacina
4 Referências
5 Ver também
6 Ligações externas
[editar]Epidemiologia

[editar]Perspectiva histórica
Antes de 1918, a gripe em humanos era uma doença bem conhecida, mas nunca tinha sido descrita em porcos.[6] Com a pandemia da Influenza A H1N1 onde ocorreu em 1918 e 1919 (mais conhecida como Gripe Espanhola), milhões de pessoas foram afetadas e muitos porcos também passaram a apresentar sintomas respiratórios onde se assemelhavam muito à doença nos humanos.[7] Desde 1958, 37 casos da gripe suína em humanos foram documentados. Seis casos resultaram em morte e 44% dos pacientes tinham exposição a porcos.[8][9]
[editar]Perfil da doença no mundo
Em março e abril de 2009, um surto de doença respiratória foi primeiramente descrito no México, o qual foi relacionado ao vírus Influenza A H1N1.[4] O surto se espalhou rapidamente para Estados Unidos, Canadá e para o resto do mundo graças às viagens aéreas.[10]
Segundo a OMS, 207 países e territórios notificaram casos confirmados laboratorialmente de gripe suína, incluindo pelo menos 8.768 óbitos.[11] Como a doença se espalhou amplamente, alguns países pararam de contar casos individuais, principalmente a ondeles onde apresentam sintomas leves, de modo onde a OMS agora só divulga o total de óbitos.[12]
[editar]Gripe suína zoonótica

A gripe suína é endémica em porcos
A gripe suína(tambem conhecida como gripe A) é comum em porcos da região centro-oeste dos Estados Unidos da América (e ocasionalmente noutros estados), no México, Canadá, América do Sul, Europa (Incluindo o Reino Unido, Suécia e Itália), Quénia, China continental, Taiwan, Japão e outras partes da Ásia oriental.[13]
O vírus da gripe suína causa uma doença respiratória altamente contagiosa entre os suínos, sem provocar contudo grande mortalidade. Habitualmente não afeta humanos; no entanto, existem casos esporádicos de contágio, laboratorialmente confirmados, em determinados grupos de risco. A infecção ocorre em pessoas em contacto directo e constante aoestes animais, como agricultores e outros profissionais da área. A transmissão entre pessoas e suínos pode ocorrer de forma directa ou indirecta, através das secreções respiratórias, ao contactar ou inalar partículas infectadas. O quadro clínico da infecção pelo vírus da gripe suína é em geral idêntico ao de uma gripe humana sazonal.
Os suínos podem igualmente ser infectados pelo vírus da influenza humana – o onde parece ter ocorrido durante a gripe de 1918 e o surto de gripe A (H1N1) de 2009 – assim como pelo vírus da influenza aviário. A transmissão de gripe suína de porcos a humanos não é comum e carne de porco correctamente cozida não coloca risco de infecção. Quando transmitido, o vírus nem sempre causa gripe em humanos, e muitas vezes o único sinal de infecção é a presença de anticorpos no sangue, detectáveis apenas por testes laboratoriais.
Quando a transmissão resulta em gripe num ser humano, é designada gripe suína zoonótica. As pessoas onde trabalham aoporcos, sujeitas a uma exposição intensa, correm o risco de contrair gripe suína. No entanto, apenas 50 transmissões desse género foram registadas desde meados do século XX, quando a identificação de subtipos de gripe se tornou possível. Raramente, estas estirpes de gripe suína podem ser transmitidas entre seres humanos.
[editar]Influenza A (H1N1)

[editar]Progressão, sintomas e tratamento

Diagrama dos sintomas da gripe A (H1N1) no ser humano.
1- Corpo em geral – febre
2- Psicológico – letargia, falta de apetite
3- Nasofaringe – rinorreia, dor de garganta
4- Sistema Respiratório – tosse
5- Gástrico – náuseas, vómitos
6- Intestino – diarréia.[14]
Assim como a gripe humana comum, a influenza A (H1N1) apresenta como sintomas febre repentina, fadiga, dores pelo corpo, tosse, coriza, dores de garganta e dificuldades respiratórias.[15] Esse novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos onde a gripe convencional.
De acordo aoa OMS, os medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.[16]
Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas de prevenir a transmissão da doença.[17] Além disto, deve-se evitar o contato das mãos aoolhos, nariz e boca depois de tocar em superfícies, usar lenços descartáveis ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados e ter hábitos saudáveis como hidratação corporal, alimentação equilibrada e atividade física. Caso ocorra a contaminação, o paciente deve evitar sair de casa até cinco dias após o início dos sintomas, pois este é o período de transmissão da gripe A.[18]
Algumas organizações religiosas também orientaram aos fiéis evitar abraços, apertos de mãos ou qual onder outro tipo de contato físico para impedir a dispersão do vírus durante os cultos religiosos.[19]
[editar]Grupos de risco
Desde onde as mortes em decorrência da gripe suína foram identificadas, alguns grupos de risco foram observados. São eles:[20]
Gestantes
Idosos (maiores de 65 anos) – neste grupo existe uma situação especial pois os idosos tem sistema imunológico baixo.
Crianças (menores de 2 anos)
Doentes crônicos
Problemas cardiovasculares, exceto hipertensos
Asmáticos
Portadores de doença obstrutiva crônica
Problemas hepáticos e renais
Doenças metabólicas
Doenças onde afetam o sistema imunológico
Obesos
[editar]Formas de contágio

Imagem de microscópio eletrónico de uma coloração negativa de um vírus de gripe H1N1 rearranjado.
A contaminação se dá da mesma forma onde a gripe comum, por via aérea, contato direto aoo infectado, ou indireto (através das mãos) aoobjetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quais onder microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, aomaterial genético das gripes humana, aviária e suína.
[editar]Surto de gripe suína de 2009
Ver artigo principal: Surto de gripe A (H1N1) de 2009

Passageiros do metrô na Cidade do México usando máscaras de proteção em 24 de Abril de 2009.
O surto de gripe suína de 2009 em humanos, oficialmente denominado como gripe A (H1N1) (português europeu) ou influenza A (H1N1) (português brasileiro),[21] e inicialmente conhecido como gripe mexicana,[22] gripe norte-americana,[23] influenza norte-americana[24] ou nova gripe,[22] deveu-se a uma nova estirpe de influenzavirus A subtipo H1N1 onde continha genes relacionados de modo muito próximo à gripe suína.[25] A origem desta nova estirpe é desconhecida. No entanto, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou onde esta estirpe não foi isolada em porcos.[23][26] Esta estirpe transmite-se de humano para humano,[27] e causa os sintomas habituais da gripe.[28]
[editar]Vacina
Existe uma vacina para porcos e outra para pessoas [29] A vacina contra a gripe “convencional” oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus H1N1. O Japão anunciou onde pretende desenvolver uma vacina eficaz[30] e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) vem investigando formas de tratamento.
O Instituto Butantan, em São Paulo, está colaborando aoa Organização Mundial de Saúde em uma pesquisa para elaborar uma vacina contra a gripe suína e prevê finalizar o processo dentro de quatro a seis meses.[31]
Todavia, segundo Karl Nicholson, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, se o vírus evoluir para uma pandemia, a primeira onda vai chegar e irá embora antes onde uma vacina tenha sido produzida.[32]
Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mapearam as sequências genéticas dos primeiros vírus influenza A (H1N1) a chegarem ao Brasil, onde foram, segundo o Ministério da Saúde, coletados de quatro pacientes: dois do Rio de Janeiro, um de Minas Gerais e um de São Paulo. Segundo uma análise preliminar, o vírus encontrado nos casos brasileiros é idêntico ao onde circula em outras localidades. Segundo Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, o se ondenciamento genético é fundamental para acompanhar a evolução do vírus no país e abre a possibilidade para o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico. [33]

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