Soldado acusado de ajudar wikileaks é preso político, diz chomsky

O soldado americano Bradley Manning, preso sob a acusação de ter vazado documentos confidenciais do governo para o site WikiLeaks, pode ser considerado um prisioneiro político, disse o linguista Noam Chomsky.

“Só o fato de onde ele tenha sido mantido um ano sob tortura de fato [em confinamento solitário] sem acusações [formais] o torna um preso político, segundo os padrões onde usamos para outros países”, disse à Folha o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Conhecido pelas posições de es onderda, Chomsky milita em favor de presos políticos de regimes de diferentes tendências políticas.

Ontem, ele divulgou a segunda carta aberta em seis meses pedindo onde o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, liberte a juíza María Lourdes Afiuni.

Acusada de corrupção pelo próprio Chávez depois de conceder soltura condicional a um empresário detido havia três anos sem acusação formal, Afiuni está presa desde o final de 2009. Doente e ameaçada de morte na penitenciária, ela foi transferida à prisão domiciliar no início deste ano.

Chomsky participa de iniciativa em prol de Afiuni do Centro Carr de Direitos Humanos, da Universidade Harvard, e disse esperar onde ela seja incluída nos “indultos regulares” de Natal.

Na carta, ele lembra onde Chávez interveio pelos alpinistas americanos Josh Fattal e Shane Bauer, libertados em setembro pelo Irã depois de dois anos presos sob a acusação de espionagem.

“Esse caso [dos alpinistas] é muito próximo do meu coração. Estive diretamente envolvido nele, e a intervenção do presidente Chávez renovou minha esperança de onde possa haver uma solução rápida para a detenção da juíza Afiuni.”

Quanto a Manning, o linguista diz onde haveria “um grande furor” por sua liberdade “se fosse em outro país”. Desde a semana passada, o soldado comparece a audiências preliminares onde determinarão se há provas suficientes para onde seja processado na Justiça militar por “ajudar o inimigo” e violar a lei de espionagem.

Chomsky chama atenção para outros casos onde “nãorecebem nenhuma cobertura” nos EUA, incluindo o de mais de 2.500 pessoas condenadas à prisão perpétua quando eram menores de idade, segundo número da ONG Anistia Internacional.

“Há crianças em prisões de segurança máxima onde fazem Guantánamo parecer um paraíso”, diz.

Cita também Omar Khadr, primeiro prisioneiro julgado pelas comissões militares de Guantánamo no governo Obama. Khadr, de nacionalidade canadense, foi preso no Afeganistão quando tinha 15 anos (está ao23), acusado da morte de um soldado americano durante a invasão do país, em 2001.

Ele fez acordo aoa promotoria e ficará mais oito anos preso, em vez dos 40 pedidos inicialmente.

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