Tapir tabajara canto da rocha

Tapir Tabajara Canto da Rocha (Porto Alegre, 29 de abril de 1928Porto Alegre, 16 de abril de 2000) foi um político brasileiro, vereador e prefeito de Viamão e deputado estadual no Rio Grande do Sul.



[editar] Biografia


De origem humilde, logo cedo começou a trabalhar como engraxate no centro da cidade. Tapir Rocha também foi entregador de jornais, tipógrafo do Correio Rural, motorista de caminhão, taxista, comerciante. Aposentou-se como funcionário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.



[editar] Política


Na política iniciou como o vereador mais votado do antigo PTB em 1959, reelegendo-se como o mais votado do município em 1963. Quando do golpe de 1964 foi perseguido pela ditadura, teve seu mandato cassado e foi preso, permanecendo 41 dias no cárcere do DOPS – a polícia política do regime militar.


Como vereador, liderou o Movimento dos Agricultores Sem-Terra em Itapuã, onde foi realizada a reforma agrária durante o governo de Leonel Brizola. Os lotes divididos igualitariamente, são preservados até hoje e produzem normalmente.


Após os anos de chumbo, com a volta dos exilados, Tapir Rocha articulou a organização do PDT em Viamão. Em 1982 elegeu-se prefeito. Com uma administração voltada às obras de benefício aos mais pobres, e com sua personalidade carismática, encerrou seu mandato com altos índices de popularidade. Em 1988, conseguiu articular a eleição de seu sucessor, Jorge Prates Chiden, para prefeito.


Conhecido em toda a Região Metropolitana de Porto Alegre por seus feitos como prefeito, e lembrado pelas inúmeras obras realizadas em Viamão, conseguiu deslanchar uma campanha para Deputado Estadual em 1990. Tornou-se o primeiro (e único até hoje) deputado estadual da história de Viamão, uma cidade que sempre enfrentou a falta de engajamento político de sua população.


Durante seu mandato na Assembléia Legislativa, o município ganhou a nova Companhia da Brigada Militar na parada 32, o Corpo de Bombeiros, a Avenida do Trabalhador e novas centrais automáticas da antiga companhia telefônica estatal CRT.


Tapir opôs-se ao movimento pela emancipação municipal do 4º Distrito, que congrega as maiores vilas de Viamão, na divisa com Porto Alegre. Diante do avançado estágio do processo emancipatório, a população daquela região chegou a realizar uma grande festividade comemorando a independência do município-sede. Tapir manobrou pela reversão do desmembramento, e venceu. Viamão continuou tendo toda a sua extensão original. Com as mudanças na legislação, atualmente tal emancipação deixou de ser possível.


Seu sucessor, Jorge Chiden, afastou-se do convívio com o povo nas ruas e fez uma “administração de gabinete”, altamente impopular, contaminando seu padrinho politico.



Prefeito de Viamão Alex e Lais Rocha na inauguração do busto de Tapir Rocha

Prefeito de Viamão Alex e Lais Rocha na inauguração do busto de Tapir Rocha


Tapir Rocha tentou a reeleição para a Assembléia Legislativa em 1994, mas não conseguiu.


Apoiado por Tapir, o candidato Pedro Negelinski partiu para a disputa pela prefeitura, sendo derrotado pelo “frentão” liderado pelo PMDB, tendo como candidato Pedro Antônio de Godoy.


Em 1996, Tapir lançou-se candidato a prefeito de Viamão novamente, para tentar recomeçar sua trajetória ascendente da política local para a política estadual. Além disso, julgava-se que, depois da derrota de 1992, o PDT só teria uma vitória garantida tendo o próprio Tapir Rocha como candidato. Para grande surpresa até mesmo dos adversários, Tapir acabou derrotado por Eliseu Chaves “Ridi”.


A derrota na disputa pela prefeitura foi dura para Tapir Rocha. Sua saúde começou a deteriorar-se no final da década. Em 2000, Tapir Rocha faleceu.


Ainda em 2000, seu filho, Leonel Rocha, lançou-se candidato a vice-prefeito na chapa de Atidor da Cruz. Uma eventual vitória de Atidor e Leonel serviria para manter a luta de Tapir viva e comprovaria o poder simbólico do falecido caudilho. Mas Atidor e Leonel foram derrotados por Ridi que reelegeu-se.


Até hoje, nenhum outro membro da família Rocha tentou eleger-se para nada em Viamão. O derradeiro herdeiro político de Tapir Rocha passou a ser seu genro, Romer Guex, eleito vereador em 1996, 2000 e 2004. Em 2007, Romer saiu o PDT para ingressar no PSOL.


Em 2005, a rodovia RS-040, que liga Porto Alegre ao Litoral, passou a chamar-se Rodovia Tapir Rocha, por lei aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo sancionada pelo então governador Germano Rigotto.


Em 2008, foi inaugurado um busto de Tapir Rocha no canteiro do Calçadão Tapir Rocha, ao lado da Prefeitura de Viamão.

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