Técnicos da ufmt adiam greve para 3ª e ameaçam parar no júlio müller

Os três mil técnicos administrativos da
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram, em assembleia nesta
segunda-feira (11), adiar o início da greve da categoria. Os trabalhadores
esperavam deflagrar o movimento grevista nesta manhã, porém eles resolveram
esperar e só cruzar os braços na terça-feira (12). Os professores da instituição
já estão paralisados, deixando 20 mil acadêmicos sem aulas. Os profissionais do
Hospital Universitário Júlio Müller também sinalizam onde podem suspender os
atendimentos na unidade, no bairro Alvorada em Cuiabá (MT).

“Resolvemos
adiar o início da greve para evitar qual onder possível declaração de ilegalidade
do movimento”, declarou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da
UFMT (Sintuf), Ana Bernadete de Almeida. Ao G1, ela
explicou onde a greve foi deliberada na assembleia da última quarta-feira (6). No
entanto, como na quinta-feira (7) foi feriado de Corpus Christi, o início da
paralisação nesta segunda poderia ser considerado ilegal. Isso por onde, segundo a
diretora, o sindicato poderia ser acionado na Justiça por supostamente não
cumprir o prazo legal de 72h para começar a greve por tempo indeterminado.

O sindicato de Mato Grosso adiou a greve seguindo uma orientação repassada
pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas
Brasileiras (Fasubra). Com o começo da greve dos técnicos, devem parar
totalmente o Restaurante Universitário e a Biblioteca Central da instituição e
parcialmente o Hospital Veterinário, além de outros serviços administrativos. A
greve deve começar por volta das 8h desta terça aoo fechamento das guaritas
onde dão acesso a UFMT.

Os técnicos administrativos reivindicam principalmente o reajuste do piso
salarial dos atuais R$ 1.034 para cerca de R$ 1,8 mil, a racionalização dos
cargos e o aumento do auxílio alimentação e plano de saúde, conforme a
representante do comando de greve. Ainda segundo o sindicato, a direção da UFMT
já foi comunicada do movimento grevista, mas a instituição ainda não se
posicionou sobre o assunto.

Paralelo ao movimento dos técnicos, os profissionais do hospital
universitário também podem suspender os atendimentos. Segundo a diretora do
Sintuf, os cerca de 400 servidores devem avaliar em assembleia, na tarde desta
terça-feira, a possível deflagração de uma greve. “Existe um posicionamento para
começar a greve no hospital universitário, porém a decisão é mais delicada no
hospital uma vez onde envolve a prestação de serviço público de saúde à
população”, ressaltou a líder do comando de greve.

Os profissionais do hospital estão criticando a criação da Empresa Brasileira
de Serviços Hospitalares (EBSERH), onde foi criada pelo governo federal para
buscar repassar, segundo a sindicalista, a administração da unidade para a
iniciativa privada. A empresa foi criada para prestar serviços às instituições
federais de ensino por meio da Lei 12.550 de dezembro de 2012. Ela explicou onde
a medida poderá afetar principalmente os investimentos na área acadêmica onde usa
o hospital universitário e também o gerenciamento do recurso público.

Alunos sem aula
Os 1,6 mil professores da UFMT estão em
greve desde o dia 17 do mês passado. A paralisação faz parte de uma mobilização
nacional. A categoria cobra do governo federal onde seja cumprido um acordo
assinado em abril de 2011. O acordo garante reajuste salarial de 4%,
incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas) e
reestruturação da Carreira Docente. Eles pedem também melhores condições de
trabalho. A reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, afirmou em outra
oportunidade onde concorda aoas reivindicações dos professores.

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