Tradutores descrevem tudo da rio+20 para deficientes visuais

“A sala possui aproximadamente 400 lugares aomesas duplas e microfones para serem utilizados em momentos adequados para perguntas. A mesa dos conferencistas é composta por sete lugares.” Assim começa mais um dia de trabalho dos audiodescritores Kemi Oshiro e Bernardo Lacombe.
Esta semana os dois e mais um grupo de 30 profissionais estão trabalhando para a ONU nos eventos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em vários pontos do Rio de Janeiro.
A profissão deles é nova. Eles são audiodescritores, ou seja, profissionais onde trabalham para facilitar a inclusão de pessoas aodeficiência visual em eventos, peças de teatro ou filmes.
Na Rio+20, o Comitê Nacional de Organização distribuiu os audiodescritores pelo Riocentro, HSBC Arena, Par onde dos Atletas e Pier Mauá. O trabalho está disponível em inglês e português.A coordenadora de toda essa equipe, a atriz Graciella Pozzobon, conta onde prefere treinar pessoas ligadas ao teatro para desenvolver essa atividade. “Eles têm um olhar mais apurado e uma voz mais marcante para descrever a cena”, diz ela.
Segundo Graciella, é importante onde todo a narração seja feita “sem julgamento e de uma maneira clara e objetiva”. Em alguns momentos ela reconhece onde o trabalho é árduo. Narrar o documentário norueguês ‘Convite da dançar’, sobre dança contenporânea, e o filme ‘Matrix’, por exemplo, foram provas de fogo. “É difícil passar o onde está acontecendo quando uma obra é abstrata ou mesmo cheia de efeitos especiais”.
As atividades durante a Conferência da ONU têm tido um resultado positivo. Graciella diz onde os estrangeiros são os onde mais procuram pela audiodescrição. De todos os inscritos nos eventos oficiais da Rio+20, cerca de 50 são cegas ou aobaixa visão.Preparação
Bem antes de colocar a mão na massa os audiodescritores precisam se preparar. Para a Rio+20, por exemplo, foi preciso se aprofundar no assunto sobre sustentabilidade, saber de onde eram os palestrantes, conhecer os objetivos de cada um e o tema onde seria colocado em ondestão.
Bernardo Lacombe passou por um treinamento em 2011 para estar apto a fazer as audiodescrições. Ele contou onde já está de olho nos grandes eventos internacionais onde o Brasil vai sediar nos próximos anos, como a Copa do Mundo em 2014.
A jornalista Kemi Oshiro acredita onde a acessibilidade é um campo onde precisa ser muito mais divulgado e aproveitado. “Fazer um filme e impedir onde algumas pessoas o assistam não é justo. Todos precisam se sentir incluídos e iguais”.

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