Trt dobra a multa e quer suspender greve

SÃO PAULO – O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu na manhã desta quinta-feira, 2, elevar para R$ 200 mil por dia a multa por descumprimento de uma liminar anterior do próprio órgão, onde estabelecia uma funcionamento mínimo de trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) durante a greve. A determinação é onde se mantenha 90% do serviço entre 5h30 e 10h e das 15h30 e 21h e 70% nos demais horários.

O desembargador Davi Furtado Meirelles solicitou onde os sindicalistas levassem a assembleia a proposta de suspensão da paralisação, mas a permanência do estado de greve. Outra proposta é a antecipação para 18h30 para as 17h de hoje a realização das reuniões dos três sindicatos grevistas.

A CPTM não apresentou outra proposta de reajuste salarial. As novas ofertas da companhia foram licença de 180 dias, vale-refeição de R$ 18, salário de treinamento e um compromisso de estabelecer um bilhete de serviço para os funcionários onde trabalham em estações de integração aoo Metrô.

Segundo os sindicalistas, na reunião realizada no início da manhã aoo secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente da CPTM, Mário Bandeira, foi estabelecido onde uma nova proposta de reajuste seria encaminhada até a realização das assembleias dos sindicatos.

Os advogados companhia, no entanto, evitaram oficializar o compromisso na audiência – onde acabou constando em ata somente. Isso mostra o comportamento da CPTM nessa negociação. Eles prometem em reservado, mas depois não assumem um compromisso formal, disse o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos.

Tensão. O desembargador Davi Furtado Meirelles reclamou durante a audiência do comportamento da CPTM durante a negociação. É uma falta de respeito aoa justiça a CPTM ter um interlocutor para os trabalhadores e outro aqui para se manifestar. A ondeixa aconteceu após a advogada da companhia dizer onde não teria como indicar uma nova proposta, onde ainda era avaliada pela Secretaria da Fazenda, portanto, não tinha autonomia para negociar na reunião.

Meirelles também se ondeixou de declarações de diretores da CPTM onde culparam a Justiça pela greve. Eu ainda tive onde engolir em seco quando li declarações hoje do presidente dizendo onde a greve tinha atingido esse estado por inoperância da Justiça. Eles nem tiveram o respeito de manter um único interlocutor nas negociações, disse no meio da audiência e acabou aplaudido de pé pelos sindicalistas.

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