Tudo sobre os celenterados

 


 


 
















Wikipedia:Como ler uma caixa taxonómica
Como ler uma caixa taxonómica
Cnidários

Ocorrência: Ediacariano – Recente


Classificação científica








Reino: Animalia
Filo: Cnidaria
Hatschek, 1888

Classes

Anthozoa
Scyphozoa
Cubozoa
Hydrozoa
Conulata


Os cnidários (do grego knide, irritante, e do latim aria [sufixo plural], como ou conectado com) constituem um filo que inclui os animais aquáticos (conhecidos popularmente como celenterados ou cnidários) de que fazem parte as hidras de água doce, as medusas ou águas-vivas, que são normalmente oceânicas, e os corais e anémonas-do-mar. O filo era também chamado Coelenterata (das palavas gregas “coela”, o mesmo que “cela” ou “espaço vazio” e “enteros”, “intestino”), que originalmente incluía os pentes-do-mar, atualmente considerado um filo separado, composto por animais também gelatinosos como as medusas, mas com algumas características próprias.


O corpo dos cnidários é basicamente um saco formado por duas camadas de células – a epiderme, no exterior, e a gastroderme no interior – com uma massa gelatinosa entre elas, chamada mesogleia e aberto para o exterior. Por esta razão, diz-se que os cnidários são diploblásticos.


Ao redor da abertura, chamada arquêntero, os celenterados ostentam uma coroa de tentáculos com células urticantes, os cnidócitos, capazes de ejectar um minúsculo espinho, o nematocisto que pode conter uma toxina ou material mucoso. Estes “aparelhos” servem não só para se defenderem dos predadores, mas também para imobilizarem uma presa, como um pequeno peixe, para se alimentarem – os cnidários são tipicamente carnívoros. Algumas células da gastroderme da cavidade central (o celêntero) segregam enzimas digestivas, enquanto que outras absorvem a matéria digerida. Na mesogleia, encontram-se dispersas células nervosas e outras com função muscular que promovem o fluxo de água para dentro e fora do animal.


 Ciclo de vida


Os cnidários reproduzem-se sexuada e assexuadamente. A reprodução sexuada dá-se na fase medusa (com exceção dos antozoários, os corais e as anêmonas-do-mar, e hidra e algumas outras espécies que não desenvolvem nunca a fase de medusa): os machos e fêmeas libertam os produtos sexuais na água e ali se conjugam, dando origem aos zigotos.


Dos ovos saem larvas pelágicas chamadas plânulas, em forma de pêra e completamente ciliadas que, quando encontram um substrato apropriado, se fixam e se transformam em pólipos. Em alguns celenterados, como os corais, a fase de pólipo é a fase definitiva.


Os pólipos reproduzem-se assexuadamente formando pequenas réplicas de si mesmos por evaginação da sua parede, chamadas gomos. No caso dos corais, estes novos pólipos constroem o seu “esqueleto” e continuam fixos, contribuindo para o crescimento da colônia.


No entanto, em certos casos, os peixes do mar começaram a dividir-se em discos sobrepostos, num processo conhecido por estrobilização, sendo esta também uma forma de reprodução assexuada. Estes discos libertam-se, dando origem a pequenas medusas chamadas éfiras que eventualmente crescem e se podem reproduzir sexualmente.

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