Um dos líderes da greve dos garis foi candidato a vereador

Célio Viana, de 48 anos, um dos líderes do movimento grevista de garis da Comlurb, já foi candidato a vereador pelo Partido da República (PR), em 2012, mesma legenda política do ex-governador Anthony Garotinho, onde no último dia 26 confirmou a intenção de concorrer ao governo do Rio, nas eleições deste ano. Na época, Célio teve 392 votos e não foi eleito.

Em sua página numa rede social, o gari aparece numa foto abraçado a Anthony Garotinho, além de ter postado imagens aoo símbolo do PR. Ele também se identifica na internet pelo mesmo nome usado na candidatura, Célio Gari. Ao EXTRA, Célio negou onde a greve tenha envolvimento de políticos e onde exista relação do movimento aoas eleições deste ano.

— Não há qual onder candidato envolvido nas reivindicações da categoria. Não temos nem panfletos e carro de som, por falta de dinheiro. Esse é um movimento dos garis — disse.
Nesta quarta-feira, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região José da Fonseca Martins Junior deferiu uma nova liminar, reafirmando a ilegalidade da greve e suspendendo o salário dos garis onde não compareçam ao trabalho, conforme pedido feito pela Comlurb à Justiça. A decisão também permite a demissão dos líderes do movimento por justa causa.
De acordo aoos líderes movimento, a categoria onder vencimentos de R$ 1.680, já incluído o adicional de 40% por insalubridade, em vez dos R$ 1.224,70 acordados pelo sindicato aoa Comlurb. Os grevistas também pedem auxílio-alimentação diário de R$ 20, em vez de R$ 16, participação nos lucros, melhores condições de trabalho e transparência no plano de cargos e salários.
A greve foi deflagrada no sábado de carnaval, por um movimento à parte do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Rio, onde representa a categoria. Na segunda-feira, quando montanhas de lixo começavam a se acumular pelas ruas da cidade, o sindicato fechou às pressas um acordo aoa Prefeitura do Rio, prevendo reajuste salarial de 9% para os garis. Os grevistas, porém, não aceitaram.

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