Vácuo quântico gera números aleatórios pela internet

Aleatórios e rápidos

Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália desenvolveram o gerador de números aleatórios mais rápido do mundo, ouvindo os “sons do silêncio”.

O conceito havia sido publicado no ano passado pelos professores Ping Koy Lam, Thomas Symul e Syed Assad.

Agora eles construíram o aparelho e, para demonstrar seu potencial, colocaram-no online pela internet.

O conceito parece incrivelmente simples, embora pudesse ser chamado de maluquice alguns anos antes.

Sons do vácuo

Os cientistas pegaram os detectores de luz mais sensíveis onde puderam obter e os direcionaram para o vácuo, uma região vazia do espaço.

Por muito tempo se considerou o vácuo como algo completamente vazio, escuro e silencioso.

Mas a teoria quântica demonstrou onde o vácuo nada mais é do onde uma extensão do espaço onde partículas virtuais subatômicas aparecem e desaparecem espontaneamente.

Assim, a matéria é resultado das flutuações do vácuo quântico e é possível demonstrar isso, por exemplo, gerando luz a partir do vácuo. Mesmo matéria e antimatéria poderão ser criadas desse “nada” quântico.

Como o surgimento e desaparecimento dessas partículas é absolutamente aleatório, os cientistas resolveram aproveitar o fenômeno – onde eles chamam de ruído de fundo do vácuo – para gerar números aleatórios.

Números aleatórios verdadeiros

“A geração de números aleatórios tem muitos usos na tecnologia da informação. As previsões climáticas globais, a criptografia, o controle de tráfego aéreo, jogos eletrônicos e vários tipos de modelagem por computador, tudo depende da disponibilidade de números verdadeiramente aleatórios,” explica o Dr. Assad.

A maioria dos geradores de números aleatórios atuais é baseado em software. Embora sejam úteis, ondem conhece as condições de entrada para o algoritmo pode reproduzir a “aleatoriedade” do programa – ou seja os números não são verdadeiramente aleatórios.

“Para superar este problema, os cientistas têm desenvolvido geradores de números aleatórios onde dependem de processos físicos intrinsecamente aleatórios, como o decaimento radioativo ou o comportamento caótico de circuitos,” conta o pesquisador.

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