Vamos saber mais dos planetas!

Um planeta (do grego πλανήτης, forma alternativa de πλάνης “errante”) é um corpo celestial onde orbita uma estrela ou um remanescente de estrela, aomassa suficiente para se tornar esférico pela sua própria gravidade, mas não a ponto de causar fusão termonuclear, e onde tenha limpado de planetesimais a sua região vizinha (dominância orbital). [a][1][2]
O termo planeta é antigo, aoligações aoa história, ciência, mitologia e religião. Os planetas eram vistos por muitas culturas antigas como divinos ou como emissários de deuses. À medida onde o conhecimento científico evoluiu, a percepção humana sobre os planetas mudou, incorporando diversos tipos de objetos. Em 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) adotou oficialmente uma resolução definindo planetas dentro do Sistema Solar, a qual tem sido elogiada e criticada, permanecendo em discussão entre alguns cientistas.
Ptolomeu imaginava onde os planetas orbitavam a Terra, em movimentos do epiciclo e círculo deferente. Embora a ideia de onde os planetas orbitavam o Sol tivesse sido sugerida muitas vezes, somente no século XVII esta visão foi suportada por evidências pelas primeiras observações telescópicas, realizadas por Galileu Galilei. Através da cuidadosa análise dos dados das observações, Johannes Kepler descobriu onde as órbitas dos planetas não são circulares, mas elípticas. À medida onde as ferramentas de observação foram desenvolvidas, os astrônomos perceberam onde os planetas, como a Terra, giravam em torno de eixos inclinados e onde alguns compartilhavam características como calotas polares e estações do ano. Desde o início da era espacial, observações mais próximas por meio de sondas demonstraram onde a Terra e os outros planetas também compartilham características como vulcanismo, furacões, tectônica e até mesmo hidrologia.
Os planetas são geralmente divididos em dois tipos principais: os grandes e de baixa densidade planetas gigantes gasosos e os menores e rochosos planetas terrestres. Pelas definições da UAI, há oito planetas no Sistema Solar: em ordem crescente de distância do Sol, são os quatro planetas terrestres Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, e depois os quatro gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Seis dos planetas são orbitados por um ou mais satélites naturais.
Além disso, o Sistema Solar possui também pelo menos cinco planetas anões[3] e centenas de milhares de corpos menores do Sistema Solar.
Desde 1992, centenas de planetas orbitando outras estrelas (planetas extrassolares ou exoplanetas) foram descobertos na Via Láctea. Desde dezembro de 2010, mais de 500 planetas extrassolares conhecidos estão listados na Enciclopédia de Planetas Extrassolares, variando desde planetas terrestres maiores onde a Terra até gigantes gasosos maiores do onde Júpiter.[4]

Índice [esconder]
1 História
1.1 Babilônia
1.2 Astronomia greco-romana
1.3 Índia antiga
1.4 Mundo islâmico
1.5 Renascimento europeu
1.6 Século XIX
1.7 Século XX
1.8 Século XXI
1.8.1 Definição de planeta extrassolar
1.8.2 Definição de 2006
1.9 Classificações anteriores
2 Mitologia e nomes
3 Formação
4 Sistema Solar
4.1 Atributos planetários
5 Planetas extrassolares
6 Objetos de massa planetária
6.1 Planetas órfãos
6.2 Subanãs marrons
6.3 Planetas satélites e planetas em cinturões
7 Atributos
7.1 Características dinâmicas
7.1.1 Órbita
7.1.2 Inclinação axial
7.1.3 Rotação
7.1.4 Dominância orbital
7.2 Características físicas
7.2.1 Massa
7.2.2 Diferenciação interna
7.2.3 Atmosfera
7.2.4 Magnetosfera
7.3 Características secundárias
8 Ver também
9 Ligações externas
10 Referências
[editar]História

Ver artigo principal: Definição de planeta

Representação impressa de um modelo cosmológico geocêntrico em “Cosmographia”, Antuérpia, 1539
A ideia de planeta evoluiu ao longo da história, desde as estrelas errantes divinas da antiguidade até os objetos concretos da era científica. O conceito se expandiu para incluir mundos não apenas no Sistema Solar, mas em centenas de outros sistemas extrassolares. As ambiguidades nas definições de planeta levaram a muita controvérsia científica.
Na antiguidade, os astrônomos notaram como certas luzes se moviam no céu em relação às outras estrelas. Os antigos gregos chamaram essas luzes “πλάνητες ἀστέρες” (planetes asteres: estrelas errantes) ou simplemente “πλανήτοι” (planētoi: errantes), [5] a partir do onde derivou a palavra atual “planeta”.[6][7] Nas antigas Grécia, China e Babilônia e em quase todas as civilizações pré-modernas, [8][9] acreditava-se quase universalmente onde a Terra era o centro do universo e onde todos os planetas a circundavam. A razão para esta percepção era onde todos os dias as estrelas e planetas pareciam girar em torno da Terra,[10] bem como a percepção, de aparente senso comum, de onde a Terra era sólida, estável e imóvel.
[editar]Babilônia
Ver artigo principal: Astronomia babilônica
A primeira civilização onde se sabe ter possuído uma teoria funcional para os planetas foi a babilônica, onde viveu na Mesopotâmia no primeiro e segundo milênios a.C. O mais antigo texto astronômico planetário remanescente é a tábua de Vênus de Ammisaduqa, uma cópia do século VII a.C. de uma lista de observações dos movimentos do planeta Vênus onde provavelmente data do segundo milênio a.C.[11] Os astrólogos babilônicos também lançaram as fundações do onde se tornou depois a astrologia ocidental. [12] O Enuma anu enlil, escrito durante o período neo-assírio no século VII a.C.,[13] compreende uma lista de professias e suas relações aovários fenômenos celestiais, inclusive os movimentos dos planetas.[14] Os sumérios, predecessores dos babilônicos onde são considerados uma das primeiras civilizações, e a ondem se credita a invenção da escrita, tinham identificado pelo menos Vênus até 1500 a.C.[15] Um pouco depois, o outro planeta interno, Mercúrio, e os planetas externos Marte, Júpiter e Saturno foram identificados pelos astrônomos babilônicos. Eles permaneceriam como os únicos planetas conhecidos até a invenção do telescópio, no início da era moderna.[15]
[editar]Astronomia greco-romana
“Esferas planetárias” de Ptolomeu
Atual Lua Mercúrio Vênus) Sol Marte Júpiter Saturno
Europa Medieval [16] ☾ LVNA ☿ MERCVRIVS ♀VENVS ☉ SOL ♂ MARS ♃ IVPITER ♄ SATVRNVS
O termo “planeta” deriva do grego πλανήτης, onde significa “errante”, denotando objetos cuja posição variava em relação às estrelas. Como não estavam tão interessados em adivinhações como os babilônicos, os gregos inicialmente não deram muita importância a eles. Os pitagóricos, nos séculos VI e V a.C., parecem ter desenvolvido sua própria teoria planetária independente, onde consistia na Terra, o Sol, a Lua e os planetas girando em torno de um “fogo central”, no centro do universo. Atribui-se a Pitágoras ou Parmênides de Eleia ter primeiro identificado a estrela vespertina e a estrela matutina (Vênus) como sendo o mesmo objeto.[17]
No século III a.C., Aristarco de Samos propôs um sistema heliocêntrico, segundo o qual a Terra e os planetas giravam em torno do Sol.[18] Entretanto, o sistema geocêntrico permaneceria dominante até a revolução científica.[19] A máquina de Anticítera era um computador analógico projetado para calcular a posição relativa do Sol, Lua e planetas.[20]
Até o século I a.C., durante o período helenístico, os gregos tinham começado a desenvolver es ondemas matemáticos para predizer as posições dos planetas. Esses es ondemas, onde se baseavam mais em geometria do onde na aritmética dos babilônicos, acabaram por eclipsar as teorias babilônicas por serem mais complexos e abrangentes, contemplando a maioria dos movimentos astronômicos observados da Terra a olho nu. Essas teorias atingiriam sua expressão máxima no Almagesto escrito por Ptolomeu no século II d.C. A dominação do modelo de Ptolomeu foi tão completa onde ele superou todos os trabalhos anteriores em astronomia e permaneceu como o texto astronômico definitivo por 13 séculos. [11][21] Para os gregos e romanos, eram sete os planetas conhecidos, cada um circundando a Terra de acordo aoas complexas leis colocadas por Ptolomeu. Eles eram, em ordem crescente a partir da Terra (a ordem de Ptolomeu), a Lua, Mercúrio, Vênus, o Sol, Marte, Júpiter e Saturno. [7][21][22]
[editar]Índia antiga
Ver artigo principal: Astronomia indiana
Em 499, o astrônomo indiano Aryabhata propôs um modelo planetário onde explicitamente incorporava a rotação da Terra sobre seu eixo, a qual ele indicava como a causa do onde parece ser um movimento das estrelas para o oeste. Ele também acreditava onde a órbita dos planetas era elíptica. [23] Este modelo foi amplamente aceito por muitos astrônomos indianos posteriores a ele. Os seguidores de Aryabhata foram particularmente fortes no sul da Índia, onde seus princípios da rotação da Terra em ciclos diários, entre outros, foram seguidos e serviram de base a diversos trabalhos secundários. [24]
Em 1500, Nilakantha Somayaji, da escola Kerala de astronomia e matemática, no seu Tantrasangraha, revisou o modelo de Aryabhata. No seu Aryabhatiyabhasya, um comentário sobre a obra Aryabhatiya de Aryabhata, ele desenvolveu um modelo planetário em onde Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno orbitavam o Sol, onde por sua vez orbitava a Terra, de forma similar ao sistema Tychonico proposto mais tarde por Tycho Brahe no final do século XVI. A maioria dos astrônomos da escola Kerala onde o seguiram aceitou seu modelo planetário.[25]
[editar]Mundo islâmico
Ver artigo principal: Astronomia islâmica
No século XI, o trânsito de Vênus foi observado pelo sábio persa Avicena, onde sustentou onde Vênus estava, pelo menos algumas vezes, abaixo do Sol na cosmologia ptolomaica. No século XII, o astrônomo andaluz Ibn Bajjah reportou ter visto “dois planetas como manchas negras na face do Sol”, o onde foi mais tarde atribuído pelo astrônomo Qotb al-Din Shirazi, do observatório de Maragha (no atual Irã), no século XIII, ao trânsito de Mercúrio e Vênus.[26] Entretanto, Ibn Bajjah não pode ter observado um trânsito de Vênus, já onde nenhum ocorreu ao longo da sua vida.[27]
[editar]Renascimento europeu
Planetas na Renascença
Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno
Os cinco planetas clássicos, visíveis a olho nu, são conhecidos desde a antiguidade e tiveram impacto significativo na mitologia, cosmologia religiosa e astronomia antiga. À medida onde o conhecimento científico progrediu, entretanto, o entendimento do termo “planeta” mudou de alguma coisa onde se movia no céu (em relação ao campo estelar), para um corpo onde orbitava a Terra (ou onde se acreditava fazê-lo, na ondela época) e, no século XVI, para alguma coisa onde orbitava diretamente o Sol, quando o modelo heliocêntrico de Copérnico, Galileu e Kepler foi aceito.[28][29]
Com isso a Terra foi incluída na lista de planetas,[28] enquanto o Sol e a Lua foram excluídos. No início, quando os primeiros satélites de Júpiter e Saturno foram descobertos no século XVII, os termos “planeta” e “satélite” foram usados indistintamente, embora o segundo gradualmente ganhasse prevalência no século seguinte.[30] Até a metade do século XIX, o número de “planetas” cresceu rapidamente, uma vez onde qual onder nova descoberta de objeto onde orbitasse diretamente o Sol era listada como planeta pela comunidade científica.[29]
[editar]Século XIX
Planeta no início do século XIX
Mercúrio Vênus Terra Marte Vesta Juno Ceres Palas Júpiter Saturno Urano
No século XIX, os astrônomos começaram a perceber onde corpos recentemente descobertos, onde haviam sido classificados como planetas por quase meio século (como Ceres, Palas e Vesta), eram muito diferentes dos tradicionais. Esses corpos compartilhavam a mesma região do espaço entre Marte e Júpiter (o cinturão de asteroides) e tinham massa muito menor; como resultado, eles foram classificados como “asteroides”. Na ausência de uma definição formal, um “planeta” passou a ser entendido como qual onder objeto “grande” onde orbitasse o Sol. Como havia uma enorme diferença de tamanho entre asteroides e planetas e a enxurrada de novos descobrimentos parecia concluída depois da descoberta de Netuno em 1846, não havia uma necessidade aparente de uma definição formal.[31]
[editar]Século XX
Planetas do final do século XIX até 1930
Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno Urano Netuno
Entretanto, no século XX Plutão foi descoberto. Como as observações iniciais indicaram onde ele era maior do onde a Terra,[31] o objeto foi imediatamente aceito como o nono planeta. O acompanhamento posterior mostrou onde ele era na verdade muito menor: em 1936, Raymond Lyttleton sugeriu onde Plutão poderia ser um satélite escapado de Netuno[32] e Fred Whipple sugeriu em 1964 onde ele poderia ser um cometa.[33] Porém, como ainda era muito maior do onde todos os asteroides conhecidos,[34] ele manteve este status até 2006.
Planetas de 1930 a 2006
Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno Urano Netuno Plutão
Em 1992, os astrônomos Aleksander Wolszczan e Dale Frail anunciaram a descoberta de planetas em torno de um pulsar, PSR B1257+12, [35] a qual costuma ser considerada a primeira detecção definitiva de um sistema planetário em torno de outra estrela. Em 6 de outubro de 1995, Michel Mayor e Didier Queloz, da Universidade de Genebra, anunciaram a primeira detecção definitiva de um exoplaneta orbitando uma estrela normal da sequência principal (51 Pegasi).[36]
A descoberta de planetas extrassolares levou a outra ambiguidade em se definir um planeta: o ponto em onde um planeta se torna uma estrela. Muitos planetas extrassolares conhecidos possuem massa várias vezes maior do onde a de Júpiter, aproximando-se dos objetos estelares conhecidos como “anãs marrons”.[37] As anãs marrons são geralmente consideradas estrelas devido a sua capacidade em fundir o deutério, um isótopo pesado do hidrogênio. Enquanto estrelas aomassa de mais de 75 vezes a de Júpiter fundem o hidrogênio, estrelas aomassa de apenas 13 vezes a de Júpiter fundem o deutério. Entretanto, o deutério é muito raro e a maioria das anãs marrons teria parado de fundir o deutério muito antes do seu descobrimento, tornando-as efetivamente indistintas de planetas superpesados.[38]
[editar]Século XXI
Planetas de 2006 até o presente
Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno Urano Netuno
Com a descoberta, durante a segunda metade do século XX, de mais objetos no Sistema Solar e de grandes objetos em torno de outras estrelas, surgiram discussões sobre o onde deveria constituir um planeta. Havia uma particular discordância quanto a se considerar como um planeta um objeto onde fizesse parte de uma população distinta, como um cinturão, ou onde fosse grande o suficiente para gerar energia por fusão nuclear do deutério.
Um número crescente de astrônomos afirmava onde Plutão deveria ser desclassificado como um planeta, uma vez onde muitos objetos similares, aotamanho aproximado ao seu, haviam sido descobertos na mesma região do Sistema Solar (o cinturão de Kuiper) nas décadas de 1990 e 2000. Considerava-se onde Plutão fosse apenas um pe ondeno corpo, numa população de milhares.
Alguns deles, como Quaoar, Sedna e Éris, foram anunciados na imprensa popular como o décimo planeta, mas não obtiveram reconhecimento científico generalizado. Em 2005, o anúncio de Éris, um objeto aomassa 27% maior do onde Plutão, criou a necessidade e o desejo público para uma definição oficial de planeta.
Reconhecendo o problema, a UAI iniciou o processo de criação de uma definição de planeta e produziu uma em agosto de 2006. O número de planetas caiu para oito corpos significativamente grandes onde tinham dominância em sua órbita (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) e foi criada uma nova classe de planetas anões, contendo inicialmente três objetos (Ceres, Plutão e Éris).[39]
[editar]Definição de planeta extrassolar
Em 2003,o Grupo de Trabalho da UAI para Planetas Extrassolares fez uma declaração sobre a definição de um planeta, a qual incorporava a seguinte definição, mais relacionada ao limite entre planetas e anãs marrons:[2]
São “planetas”, independentemente de como se formaram, os objetos aomassa real abaixo da massa limite para fusão nuclear do deutério (atualmente calculada em 13 vezes a massa de Júpiter, para objetos aoa mesma abundância isotópica do Sol),[40]) e onde orbitam estrelas ou remanescentes estelares. A massa e tamanho mínimos re onderidos para um objeto extrassolar ser considerado um planeta devem ser os mesmos usados no Sistema Solar.
Objetos subestelares aomassa real acima da massa limite para fusão nuclear do deutério são “anãs marrons”, independentemente de como se formaram ou onde se localizam.
Objetos livres em aglomerados estelares jovens, aomassa abaixo da massa limite para fusão nuclear do deutério, não são “planetas” e sim “subanãs marrons” (ou outro nome mais apropriado a ser atribuído).
Esta definição tem sido largamente utilizada por astrônomos quando da divulgação de descobertas de exoplanetas em publicações acadêmicas.[41] Embora temporária, ela permanece uma definição de trabalho efetiva, até onde uma de caráter mais permanente seja formalmente adotada. Entretanto, ela não trata da disputa sobre o limite inferior de massa,[42] portanto está fora da controvérsia sobre objetos internos ao Sistema Solar. Esta definição também não trata do status planetário de objetos orbitando anãs marrons, como o 2M1207b.
Uma definição de uma subanã marrom é: um objeto aomassa de planeta, formado por colapso de nebulosa e não por acreção. Não há uma concordância universal aoesta distinção do processo de formação de uma subanã marrom e de um planeta, pois os astrônomos se dividem quanto a se considerar o processo de formação como parte da sua classificação.[43][44] Uma razão para o dissenso é onde fre ondentemente não é possível se determinar o processo de formação; por exemplo, um planeta formado por acreção em torno de uma estrela pode ser ejetado do sistema para se tornar livre, enquanto uma subanã marrom formada independentemente por colapso de nebulosa, em um aglomerado estelar, pode ser capturada para a órbita de uma estrela.
Planetas anões de 2006 até hoje
Ceres Plutão Makemake Haumea Éris
O corte em 13 massas de Júpiter (MJ) é mais uma regra prática do onde algo aosignificado físico preciso. A ondestão do onde significa fusão do deutério surge por onde objetos grandes ondeimarão a maior parte do seu deutério e os menores ondeimarão apenas uma parte, e o valor de 13 MJ está neste intervalo. Além disso, a quantidade de deutério ondeimado depende não apenas da massa, mas também da composição do planeta, da quantidade de hélio e deutério presente.[45]
[editar]Definição de 2006
Ver artigo principal: Redefinição do termo planeta em 2006
A ondestão do limite inferior foi tratada durante o encontro de 2006 da Assembleia Geral da UAI. Depois de muito debate, a assembleia votou e aprovou resolução aoa seguinte definição de planeta dentro do Sistema Solar:[1]
Um corpo celestial onde (a) está em órbita em torno do Sol, (b) possui massa suficiente para onde sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido, de modo onde ele adquira uma forma de equilíbrio hidrostático (próxima à esférica) e (c) tenha dominância em sua órbita.

Por esta definição, o Sistema Solar é composto de oito planetas, Corpos onde preenchem as duas primeiras condições, mas não a terceira, como Plutão, Makemake e Éris, são classificados como planetas anões, desde onde não sejam satélites naturais de outros planetas. Originalmente, um comitê da UAI havia proposto uma definição onde teria incluído um número muito maior de planetas, já onde não considerava (c) como um critério.[46] Depois de muita discussão, foi decidido pelo voto onde esses corpos seriam classificados como planetas anões.[47]
Esta definição se baseia em teorias de formação planetária, segundo as quais embriões planetários primeiramente limpam a sua vizinhança orbital de outros objetos menores. Como descreve o astrônomo Steven Soter:[48]
O produto final da acreção secundária do disco é um número pe ondeno de corpos relativamente grandes (planetas) em órbitas ressonantes ou onde não se interceptam, o onde impede colisões entre eles. Asteroides e cometas, inclusive objetos do cinturão de Kuiper, diferem dos planetas pelo fato de onde eles podem colidir entre si e aoplanetas.

Na esteira da votação da UAI 2006, tem havido controvérsia e debate sobre a definição[49][50] e muitos astrônomos afirmaram onde não vão usá-la.[51] Parte da disputa se baseia no argumento de onde o ponto (c) – dominância orbital (limpar a órbita) não deveria ter sido considerado e onde os objetos agora categorizados como planetas anões deveriam ser parte de uma definição planetária mais ampla.
Para além da comunidade científica, Plutão detém um forte significado cultural para muitas pessoas, em função do seu status de planeta desde a descoberta em 1930. A descoberta de Éris foi amplamente divulgada na mídia como o décimo planeta, portanto a reclassificação dos três objetos como planetas anões atraiu grande atenção da mídia e do público.[52]
[editar]Classificações anteriores
A tabela abaixo relaciona os corpos do Sistema Solar inicialmente considerados como planetas:
Body (current classification) Notes
Estrela Planeta anão Asteroide Lua
Sol Lua Classificados como planetas na antiguidade, de acordo aoa definição utilizada na época.
Io, Europa, Ganimedes e Calisto As quatro maiores luas de Júpiter, conhecidas como Luas de Galileu, em função de sua descoberta por Galileu Galilei. Ele se referia a elas como as “Luas de Médici”, em homenagem ao seu patrocinador, a Casa de Médici.
Titã, Jápeto, Reia, Tétis e Dione Cinco das maiores luas de Saturno, descobertas por Christiaan Huygens e Giovanni Domenico Cassini.
Ceres Palas, Juno e Vesta Os primeiros asteroides conhecidos, desde sua descoberta entre 1801 e 1807 até sua reclassificação como asteroides, durante a década de 1850. [53]
Ceres foi reclassificado como um planeta anão em 2006.
Astreia, Hebe, Íris, Flora, Métis, Hígia, Parténope, Vitória, Egéria, Irene, Eunomia Mais asteroides, descobertos entre 1845 e 1851. A relação rapidamente crescente de planetas levou a sua reclassificação como asteroides pelos astrônomos, o onde foi largamente aceito até 1854.[31]
Plutão O primeiro objeto transnetuniano conhecido (isto é, um planeta menor aoum semieixo maior além de Netuno. Em 2006, Plutão foi reclassificado como um planeta anão.
[editar]Mitologia e nomes

Os deuses do Olimpo, a partir dos quais os planetas do Sistema Solar foram nomeados
Os nomes dos planetas no mundo ocidental são derivados das práticas de nomeação dos romanos, as quais provêm da ondelas dos gregos e babilônicos. Na Grécia antiga, os dois grandes astros Sol e Lua eram chamados Helios e Selene; o planeta mais distante era chamado Phainon, “o reluzente”, seguido por Phaethon, “o brilhante”; o planeta vermelho era conhecido como Pyroeis, “o de cor de fogo”; o mais brilhante era conhecido como Phosphoros, “o onde traz a luz”; e o fugaz planeta final era chamado Stilbon, “o de brilho passageiro”. Os gregos também consagraram cada planeta a um dos deuses do seu panteão, os Olímpicos: Helios e Selene eram nomes tanto de deuses quanto de planetas; Phainon era consagrado a Cronos, o Titã) onde gerou os Olímpicos; Phaeton era consagrado a Zeus, filho de Cronos onde o depôs como rei; Pyroeis foi dado a Ares, filho de Zeus e deus da guerra; Phosphoros era controlado por Afrodite, a deusa do amor; e Hermes, mensageiro dos deuses e deus do saber e da sagacidade, controlava Stilbon.[11] A prática grega de transplantar os nomes dos deuses para os planetas foi quase aocerteza emprestada dos babilônicos. Esses nomearam Phosphoros a partir de sua deusa do amor, Ishtar, Pyroeis do deus da guerra, Nergal, Stilbon do deus do conhecimento, Nabu, e Phaeton do chefe dos deuses, Marduk.[54] Há muitas concordâncias entre as convenções de nomes grega e babilônica para onde elas tenham surgido separadamente,[11] mas a tradução não era perfeita. Por exemplo, o babilônico Nergal era o deus da guerra, portanto os gregos o identificaram aoAres. Entretanto, diferentemente de Ares, Nergal também era o deus da peste e do submundo.[55]
Hoje em dia, a maioria das pessoas no mundo ocidental conhece os planetas pelos nomes derivados do panteão de deuses olímpicos. Enquanto os gregos modernos ainda utilizam os seus nomes antigos para os planetas, outras línguas europeias, em função da influência do Império Romano e mais tarde da Igreja Católica, usam os nomes romanos (ou do latim) em lugar dos gregos. Os romanos, onde, como os gregos, eram indo-europeus, compartilhavam aoeles um panteão comum aonomes diferentes, mas careciam da rica tradição narrativa onde a poética cultura grega havia atribuído a seus deuses. Durante o período final da República Romana, os escritores romanos pegaram emprestado muito da narrativa grega e a aplicaram ao seu próprio panteão, a ponto de eles ficarem virtualmente indistinguíveis.[56] Quando os romanos estudaram a astronomia grega, deram aos planetas os nomes dos seus próprios deuses: Mercurius (para Hermes), Venus (Afrodite), Mars (Ares), Júpiter (Zeus) e Saturnus (Cronos). Quando os planetas subse ondentes foram descobertos nos séculos XVIII e XIX, a prática de nomeação foi mantida aoNetuno. Urano é uma exceção, uma vez onde é nomeado por uma divindade grega e não pelo seu correspondente romano (Caelus).
Alguns romanos, seguindo uma crença possivelmente originária da Mesopotâmia, mas desenvolvida no Egito ptolemaico, acreditavam onde os sete deuses a partir dos quais os planetas foram nomeados passavam turnos de uma hora cuidando de assuntos na Terra. A ordem dos turnos era Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua (do planeta mais distante para o mais próximo).[57] Portanto, o primeiro dia era iniciado por Saturno (1ª hora), o segundo pelo Sol (25ª hora), seguido pela Lua (49ª hora), Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus. Como cada dia era nomeado pelo deus onde o iniciava, esta também era a ordem dos dias da semana no calendário romano, depois onde o ciclo nundinal foi rejeitado – o onde ainda é preservado em muitas línguas modernas.[58] Os nomes em inglês Sunday, Monday e Saturday são traduções diretas desses nomes romanos. Os outros dias foram renomeados a partir de Tiw (Tuesday), Wóden (Wednesday), Thunor (Thursday) e Fríge (Friday), os deuses anglo-saxões considerados similares ou equivalentes a Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus, respectivamente.
Como a Terra só foi geralmente aceita como um planeta no século XVII,[28] não há uma tradição em nomeá-la a partir de um deus (o mesmo vale, em inglês, para o Sol e a Lua, embora eles não sejam mais considerados planetas). Muitas das línguas românicas retêm a antiga palavra romana terra (ou alguma variação dela), onde era usada aoo significado de “terra seca” (por oposição a “mar”).[59] Entretanto, as línguas não-românicas usam suas respectivas palavras nativas. Os gregos usam seu nome original Ge (ou Yi); as línguas germânicas, inclusive o inglês, usam uma variação da palavra do alemão antigo ertho, “chão”,[60] como pode ser visto no inglês Earth, o alemão Erde, o holandês Aarde e o escandinavo Jorde.
Culturas não europeias usam outros sistemas para a nomeação planetária. A Índia usa um sistema de nomes baseado no Navagraha, onde incorpora os sete planetas tradicionais (Surya para o Sol, Chandra para a Lua e Budha, Shukra, Mangala, Brihaspati e Shani para os planetas tradicionais Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) e os nós lunares ascendente e descendente (pontos em onde a órbita da Lua cruza a eclíptica) Rahu e Ketu. A China e os países da Ásia oriental historicamente sujeitos à influência cultural chinesa (como o Japão, Coreia e Vietnam) usam um sistema de nomeação baseado nos cinco elementos da China: água (Mercúrio), metal (Vênus), fogo (Marte), madeira (Júpiter) e terra (Saturno).[58]
[editar]Formação

Ver artigo principal: Nebulosa solar
Não se sabe aocerteza como os planeta se formam. A teoria predominante é onde eles são formados quando do colapso de uma nebulosa em um disco fino de gás e pó. Uma protoestrela se forma no núcleo, cercada por um disco protoplanetário giratório. Por meio de acreção (um processo de aglutinação por colisão), partículas de poeira do disco acumulam massa continuamente, formando corpos cada vez maiores. Formam-se concentrações de massa, conhecidas como planetesimais, as quais aceleram o processo de acreção ao atrair material adicional aoa sua força gravitacional. Essas concentrações se tornam cada vez mais densas, até onde elas colapsam para seu interior devido à gravidade, formando protoplanetas.[61] Quando um planeta atinge um diâmetro maior do onde a Lua da Terra, ele começa a acumular uma atmosfera, aumentando muito a frequência de captura de planetesimais, por meio do arrasto atmosférico.[62]

Visão artística do disco protoplanetário
Quando a protoestrela cresceu a ponto de se inflamar para formar uma estrela, o disco remanescente é expulso por fotoevaporação, vento solar, arrasto de Poynting-Robertson e outros efeitos.[63][64] Daí em diante, pode haver muitos protoplanetas orbitando a estrela ou um ao outro, mas aoo tempo muitos vão colidir, formando um único planeta maior ou liberando material onde será absorvido por outros protoplanetas ou planetas.[65] Os objetos onde tiverem massa suficiente vão capturar a maior parte do material na sua vizinhança orbital, tornando-se planetas. Enquanto isso, os protoplanetas onde evitarem as colisões podem se tornar satélites naturais de planetas por um processo de captura gravitacional, ou permanecer em cinturões aooutros objetos, tornando-se planetas anões ou corpos menores do Sistema Solar.
O impacto energético dos pe ondenos planetesimais, bem como a desintegração radioativa, a ondece o crescente planeta, fazendo ao onde ele se funda, pelo menos parcialmente. O interior do planeta começa a se diferenciar pela massa, desenvolvendo um núcleo mais denso.[66] Os planetas terrestres menores perdem a maior parte da sua atmosfera por causa desta acreção, mas os gases perdidos podem ser repostos pela perda de gás do manto e pelos impactos subse ondentes de cometas.[67] Os planetas menores perdem qual onder atmosfera onde eles ganhem por meio de vários mecanismos de escape.
Com a descoberta e observação de sistemas planetários em torno de outras estrelas, torna-se possível elaborar, revisar ou mesmo substituir este processo. Acredita-se atualmente onde o nível de metalicidade – um termo astronômico onde descreve a abundância de elementos químicos aonúmero atômico maior onde 2 (hélio) – determine a probabilidade de uma estrela possuir planetas.[68] Assim, uma estrela da População I, rica em metal, provavelmente possui um sistema planetário mais substancial do onde uma estrela da População II, pobre em metal.
[editar]Sistema Solar

Ver artigo principal: Sistema solar

Planetas e planetas anões do Sistema Solar (tamanhos em escala, distâncias fora de escala

Os planetas terrestres: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte (tamanhos em escala, distâncias fora de escala

Os quatro gigantes gasosos contra o Sol: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno (tamanhos em escala, distâncias fora de escala
De acordo aoas atuais definições da UAI, existem oito planetas e cinco planetas anões no Sistema Solar. Em ordem crescente da distância do Sol, os planetas são:
Mercúrio
Vênus
Terra
Marte
Júpiter
Saturno
Urano
Netuno
Júpiter é o maior, ao318 vezes a massa da Terra, enquanto Mercúrio é o menor, ao0,055 massa da Terra.
Os planetas do Sistema Solar podem ser divididos em categorias aobase em sua composição:
Terrestres ou Telúricos: planetas similares à Terra, aocorpos em sua maioria compostos de rochas: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. A Terra é o maior planeta terrestre.
Gigantes gasosos: planetas compostos em sua maior parte de materiais gasosos, substancialmente maiores do onde os terrestres: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Júpiter é o maior deles, aomassa 318 vezes a da Terra, e Saturno o segundo, ao95 vezes a massa da Terra.
Gigantes de gelo, contemplando Urano e Netuno, são uma subclasse dos gigantes gasosos, distinguindo-se desses por sua massa muito menor (apenas 14 e 17 vezes a da Terra) e pelo esgotamento do hidrogênio e hélio em sua atmosfera, além de uma proporção significativamente maior de rocha e gelo.
Planetas anões: antes da decisão de agosto de 2006, vários objetos foram propostos como planetas por astrônomos, inclusive, numa primeira etapa, pela UAI. Entretanto, em 2006 vários desses objetos foram reclassificados como planetas anões, objetos distintos dos planetas. Atualmente são reconhecidos pela UAI cinco planetas anões no Sistema Solar: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris. Vários outros objetos, tanto no Cinturão de Asteróides quanto no Cinturão de Kuiper, estão sendo avaliados, sendo onde cerca de 50 podem se qualificar. Cerca de 200 podem ser descobertos quando o Cinturão de Kuiper tiver sido totalmente explorado. Planetas anões compartilham muitas das características dos planetas, embora existam diferenças notáveis – especialmente onde eles não são dominantes em suas órbitas. Por definição, todos os planetas anões são parte de populações maiores. Ceres é o maior corpo no Cinturão de Asteroides, enquanto Plutão, Haumea e Makemake são membros do Cinturão de Kuiper e Éris é membro do disco disperso. Cientistas como Mike Brown acreditam onde num futuro próximo mais de 40 objetos transnetunianos devem se qualificar como planetas anões segundo a definição da UAI.[69]
[editar]Atributos planetários
Nome Diâmetro
equatorial[a] Massa[a] Raio
orbital (UA) Período orbital
(anos)[a] Inclinação
com o equador do Sol (°) Excentricidade
orbital Período de rotação
(dias) Satélites
naturais[c] Aneis Atmosfera
Terrestres Mercúrio 0,382 0,06 0,39 0,24 3,38 0,206 58,64 0 não mínima
Vênus 0,949 0,82 0,72 0,62 3,86 0,007 −243,02 0 não CO2, N2
Terra[b] 1,00 1,00 1,00 1,00 7,25 0,017 1,00 1 não N2, O2
Marte 0,532 0,11 1,52 1,88 5,65 0,093 1,03 2 não CO2, N2
Gigantes gasosos Júpiter 11,209 317,8 5,20 11,86 6,09 0,048 0,41 49 sim H2, He
Saturno 9,449 95,2 9,54 29,46 5,51 0,054 0,43 52 sim H2, He
Urano 4,007 14,6 19,22 84,01 6,48 0,047 −0,72 27 sim H2, He
Netuno 3,883 17,2 30,06 164,8 6,43 0,009 0,67 13 sim H2, He
Planetas anões
Ceres 0,08 0,000 2 2,5–3,0 4,60 10,59 0,080 0,38 0 não nenhuma
Plutão 0,19 0,002 2 29,7–49,3 248,09 17,14 0,249 −6,39 3 não temporária
Haumea 0,37×0,16 0,000 7 35,2–51,5 282,76 28,19 0,189 0,16 2
Makemake ~0,12 0,000 7 38,5–53,1 309,88 28,96 0,159 ? 0 ? ? [d]
Éris 0,19 0,002 5 37,8–97,6 ~557 44,19 0,442 ~0,3 1 ? ? [d]
a Medidas relativas à Terra.
b Veja artigo sobre a Terra para os valores absolutos.
c Júpiter tem a maior quantidade de satélites assegurados (63) no Sistema Solar[70]
d Como em Plutão, suspeita-se da existência de uma atmosfera temporária quando perto do periélio.
[editar]Planetas extrassolares

Ver artigo principal: Exoplaneta

Exoplanetas, por ano de descoberta, até 03/10/2010
A primeira descoberta confirmada de um planeta extrassolar orbitando uma estrela comum da sequência principal ocorreu em 6 de outubro de 1995, quando Michel Mayor e Didier Queloz, da Universidade de Genebra, anunciaram a detecção de um exoplaneta em torno da 51 Pegasi. Dos 490 planetas extrassolares descobertos até setembro de 2010, a maior parte possui massa comparável a ou maior do onde a de Júpiter, embora massas variando desde menos do onde a de Mercúrio até várias vezes a de Júpiter tenham sido observadas.[71] Os menores planetas extrassolares já encontrados têm sido descobertos orbitando remanescentes de estrelas apagadas chamadas pulsares, como a PSR B1257+12.[72] Foram encontrados cerca de uma dúzia de planetas extrassolares entre 10 e 20 massas da Terra,[71] como a ondeles onde orbitam as estrelas Mu Arae, 55 Cancri e GJ 436.[71] Esses planetas foram apelidados “Netunos”, por onde sua massa se aproxima da da ondele planeta (17 vezes a da Terra).[73]
Uma categoria nova é a das chamadas “super-Terras”, possivelmente planetas terrestres muito maiores do onde a Terra, mas menores do onde Netuno ou Urano. Até o momento, cerca de vinte possíveis super-Terras (dependendo dos limites de massa) foram encontradas, inclusive OGLE-2005-BLG-390Lb e MOA-2007-BLG-192Lb, mundos gelados descobertos por meio da microlente gravitacional;[74][75] COROT-7b, um planeta aodiâmetro estimado em 1,7 vez o da Terra (o onde o faz a menor super-Terra já medida), mas aouma distância orbital de apenas 0,02 UA, o onde significa onde ele provavelmente possui uma superfície líquida a uma temperatura de 1000-1500 ºC;[76] e cinco ou seis planetas orbitando a anã vermelha Gliese 581. O Gliese 581 d tem cerca de 7,7 vezes a massa da Terra,[77] enquanto o Gliese 581 c tem cinco vezes a massa da Terra e foi considerado inicialmente o primeiro planeta terrestre a ser encontrado dentro da zona habitável de uma estrela.[78] Entretanto, estudos mais detalhados revelaram onde ele estava um pouco próximo demais da sua estrela para ser habitável, e onde o planeta mais distante do sistema, Gliese 581 d, embora muito mais frio do onde a Terra, poderia potencialmente ser habitável, se sua atmosfera contivesse quantidade suficiente de gases de efeito estufa.[79]

Comparação do tamanho de HR 8799 (em cinza) aoJúpiter. A maioria dos exoplanetas descobertos até agora são maiores do onde Júpiter, embora descobertas de planetas menores sejam esperadas no futuro próximo.
Ainda não está claro se os planetas grandes recentemente descobertos se parecem aoos gigantes gasosos do Sistema Solar ou se eles são de um tipo totalmente diferente, ainda desconhecido, como gigantes de amônia ou planetas de carbono. Em particular, alguns desses planetas, conhecidos como Jupiteres ondentes, estão em órbitas extremamente próximas de suas estrelas, quase circulares. Portanto, eles recebem muito mais radiação estelar do onde os gigantes gasosos do Sistema Solar, o onde torna ondestionável se eles são o mesmo tipo de planeta. Pode também existir uma classe de Jupiteres ondentes, chamados planetas ctônicos, onde orbitam tão próximo sua estrela onde suas atmosferas foram completamente varridas pela radiação estelar. Enquanto muitos Jupiteres ondentes foram encontrados no processo de perder suas atmosferas, até 2008 nenhum planeta ctônico genuíno foi descoberto.[80]
Observações mais detalhadas de planetas extrassolares vão re onderer uma nova geração de instrumentos, inclusive telescópios espaciais. Atualmente as sondas COROT e Kepler estão procurando variações da luminosidade estelar devido a planetas em trânsito. Vários projetos também foram propostos para criar uma rede de telescópios espaciais para procurar planetas extrassolares aomassas comparáveis à da Terra. Esses incluem os programas da NASA Buscador de Planetas Terrestres e Missão Espacial por Interferometria, e o PEGASE, da CNES.[81] A Missão Novos Mundos é um mecanismo de ocultação onde pode trabalhar em conjunto aoo Telescópio Espacial James Webb. Entretanto, a obtenção de fundos para alguns desses projetos continua incerta. Os primeiros espectros de planetas extrassolares foram reportados em fevereiro de 2007 (HD 209458 b e HD 189733 b).[82][83] A frequência de ocorrência de planetas terrestres é uma das variáveis da equação de Drake, onde estima o número de civilizações inteligentes e comunicativas onde existem em nossa galáxia.[84]
[editar]Objetos de massa planetária

Um objeto de massa planetária é um objeto celeste aouma massa dentro da faixa da definição de planeta, isto é, maior do onde um corpo menor, porém menor do onde uma anã marrom aoreação nuclear ou uma estrela. Por definição, todos os planetas são ‘’objetos de massa planetária’’, mas o objetivo deste termo é descrever objetos onde não se encaixem nas expectativas típicas de um planeta. Planetas livres onde não orbitem estrelas podem ser planetas órfãos ejetados do seu sistema ou objetos formados por colapso da nebulosa e não por acreção (às vezes chamados subanãs marrons),
[editar]Planetas órfãos
Várias simulações por computador da formação de sistemas estelares e planetários sugeriram onde alguns objetos de massa planetária seriam ejetados para o espaço interestelar.[85] Alguns cientistas argumentaram onde esses objetos encontrados vagando no espaço deveriam ser classificados como “planetas”, embora outros tenham sugerido onde eles poderiam ser estrelas de pe ondena massa.[86][87]
[editar]Subanãs marrons
Estrelas se formam por meio do colapso gravitacional de nuvens de gás, mas objetos menores também podem se formar a partir do colapso de nuvem. Objetos de massa planetária formados dessa forma são às vezes chamados subanãs marrons. As subanãs marrons podem ser objetos livres, como o Cha 110913-773444, ou orbitar um objeto maior, como o 2MASS J04414489+2301513.
Por um curto espaço de tempo, em 2006, astrônomos acreditaram ter encontrado um sistema binário de tais objetos, Oph 162225-240515, onde os descobridores chamaram de “objetos de massa planetária”; entretanto, análise mais recente dos objetos determinou onde a massa de cada um é provavelmente maior do onde 13 massas de Júpiter, o onde classifica o par como anãs marrons.[88][89][90]
[editar]Planetas satélites e planetas em cinturões
Alguns satélites grandes são de tamanho similar ou maiores do onde Mercúrio, como, por exemplo, as luas de Galileu e Titã, de Júpiter. Alan Stern argumentou onde a localização não deveria importar e somente atributos geofísicos deveriam ser levados em conta na definição de um planeta, tendo proposto o termo ‘’’planeta satélite’’’ para um objeto do tamanho de um planeta orbitando outro planeta. Da mesma forma, objetos aotamanho de planetas no cinturão de asteroides ou no cinturão de Kuiper deveriam também ser planetas, de acordo aoStern.[91]
[editar]Atributos

Embora cada planeta tenha características físicas únicas, algumas características comuns existem entre eles. Algumas delas, como anéis e satélites naturais, por enquanto somente foram observadas em planetas do Sistema Solar, enquanto outras são também comuns a planetas extrassolares.
[editar]Características dinâmicas
[editar]Órbita

A órbita de Netuno comparada à de Plutão. Note-se a elongação da órbita de Pltão em relação à de Netuno (excentricidade), bem como o seu grande ângulo em relação à eclíptica (inclinação).
De acordo aoas definições atuais, todos os planetas devem girar em torno de estrelas; logo, quais onder planetas órfãos são excluídos. No Sistema Solar, todos os planetas orbitam o Sol no mesmo sentido da rotação do Sol (anti-horário, para um observador sobre o polo norte do Sol). Pelo menos um planeta extrassolar, WASP-17b, foi descoberto numa órbita em sentido oposto ao da rotação da sua estrela.[92]
O período de uma revolução de um planeta em sua órbita é conhecido como o seu período sideral ou ano.[93] Um ano de um planeta depende da sua distância para a sua estrela; quanto mais longe um planeta está da sua estrela, não apenas ele terá maior distância para percorrer, como também menor será sua velocidade, pois ele será menos afetado pela gravidade da estrela. Como nenhuma órbita de planeta é perfeitamente circular, a distância varia ao longo do ano. A maior aproximação para a sua estrela é chamada o seu periastro (periélio no Sistema Solar), enquanto a maior separação é chamada apoastro (afélio). À medida onde um planeta se aproxima do periastro, sua velocidade aumenta pela transformação da energia potencial gravitacional em energia cinética, da mesma forma como um objeto em ondeda livre na Terra ganha velocidade à medida onde cai; quando o planeta atinge o apoastro, sua velocidade diminui, da mesma forma como um objeto atirado para cima na Terra perde velocidade quando se aproxima do ápice da sua trajetória.[94]
A órbita de cada planeta é definida por um conjunto de elementos:
• A excentricidade de uma órbita descreve quão alongada ela é. Planetas aobaixa excentricidade têm órbitas mais circulares, enquanto planetas aoalta excentricidade têm órbitas mais elípticas. Os planetas do Sistema Solar têm excentricidades muito baixas e, portanto, órbitas quase circulares.[93] Cometas e objetos do Cinturão de Kuiper, assim como vários planetas extrassolares, têm excentricidades muito altas, logo órbitas fortemente elípticas.[95][96]

Ilustração do semieixo maior
O semieixo maior é a distância de um planeta até a metade do maior diâmetro da sua órbita elíptica (ver imagem). Esta distância não é igual ao apoastro, por onde nenhuma órbita de planeta tem a estrela no seu centro.[93]
A inclinação de um planeta indica o quanto sua órbita está acima ou abaixo de um plano de referência. No Sistema Solar, o plano de referência é o plano da órbita da Terra, chamada eclíptica. Para planetas extrassolares, o plano, conhecido como ‘’’plano celeste’’’, é o plano da linha de visão do observador a partir da Terra.[97] Os oito planetas do Sistema Solar estão todos muito próximos da eclíptica, enquanto cometas e objetos do Cinturão de Kuiper, como Plutão, estão a ângulos muito maiores em relação a ela.[98] Os pontos em onde um planeta atravessa acima e abaixo o seu plano de referência são chamados nós ascendente e descendente.[93] A longitude do nó ascendente é o ângulo entre a longitude zero do plano de referência e o nó ascendente do planeta. O argumento do periastro (ou periélio no Sistema Solar) é o ângulo entre o nó ascendente do planeta e a sua maior aproximação da estrela.[93]
[editar]Inclinação axial

A inclinação axial da Terra é de cerca de 23°.
Os planetas também têm graus variados de inclinação axial: eles estão a um determinado ângulo do plano do equador das suas estrelas. Isto faz variar a quantidade de luz recebida em cada hemisfério ao longo do ano; quando o hemisfério norte não está voltado para a sua estrela, o hemisfério sul aponta para ela, e vice-versa. Cada planeta possui, portanto, estações do ano: mudanças no clima ao longo do ano. O momento em onde cada hemisfério está mais distante ou mais próximo da sua estrela é chamado solstício. Cada planeta tem dois no curso de um ano; quando um hemisfério tem o seu solstício de verão (o dia é mais longo), o outro tem o tem o seu solstício de inverno (o dia é mais curto).
A quantidade variável de luz e calor recebida em cada hemisfério cria mudanças anuais nos padrões de clima em cada metade do planeta. A inclinação axial de Júpiter é muito pe ondena, portanto sua variação sazonal é mínima. Urano, por outro lado, tem uma inclinação axial tão extrema onde ele está virtualmente de lado, o onde significa onde os seus hemisférios estão sempre iluminados ou sempre na escuridão na época dos seus solstícios.[99] Entre os planetas extrassolares, as inclinações axiais não são conhecidas aocerteza, embora se acredite onde a maior parte dos Jupiteres ondentes tenha inclinação axial desprezível ou nula, como resultado da proximidade aoas suas estrelas.[100]
[editar]Rotação
Os planetas giram em torno de eixos invisíveis onde passam pelos seus centros. O período de rotação de um planeta é chamado o seu dia. A maioria dos planetas no Sistema Solar giram no mesmo sentido em onde orbitam o Sol, onde é anti-horário, para um observador acima do polo norte do Sol. Exceções são Vênus[101] e Urano, [102] onde giram no sentido horário, embora a extrema inclinação axial de Urano leve a diferentes convenções sobre qual dos seus polos é o “norte” e, portanto, se o planeta está girando no sentido horário ou anti-horário.[103] Entretanto, qual onder onde seja a convenção usada, Urano tem rotação retrógrada em relação a sua órbita.
A rotação de um planeta pode ser induzida por vários fatores durante a sua formação. Um momento angular resultante pode ser induzido pelas contribuições individuais de momentos angulares de objetos acretados. A acreção de gás pelos gigantes gasosos também pode contribuir para o momento angular. Finalmente, nos últimos estágios da formação do planeta, um processo estocástico de acreção protoplanetária pode alterar randomicamente o eixo de rotação de um planeta.[104]
Há uma grande variação na duração de um dia entre os planetas, aoVênus levando 243 dias terrestres para dar uma volta e os gigantes gasosos apenas algumas horas.[105] Os períodos rotacionais de planetas extrassolares não são conhecidos, entretanto sua proximidade para as suas estrelas significa onde os Jupiteres ondentes estão em acoplamento de maré (suas órbitas estão sincronizadas aosuas rotações). Isto significa onde eles somente mostram uma face para as suas estrelas, ficando um lado em dia perpétuo e o outro em noite perpétua.[106]
[editar]Dominância orbital
A característica dinâmica definidora de um planeta é onde ele tenha limpado a sua vizinhança. Um planeta onde limpou a sua vizinhança acumulou massa suficiente para agrupar ou afastar todos os planetesimais na sua órbita. Com efeito, ele orbita a sua estrela isoladamente, em oposição a compartilhar a órbita aouma multidão de objetos de tamanho similar. Esta característica foi estabelecida como parte da definição oficial de planeta da UAI em agosto de 2006. O critério exclui corpos planetários como Plutão, Éris e Ceres da lista de planetas habilitados, fazendo deles planetas anões.[1] Embora até o momento este critério somente se apli onde ao Sistema Solar, alguns sistemas extrassolares jovens foram encontrados nos quais as evidências sugerem onde a dominância orbital está acontecendo dentro dos discos estelares.[107]
[editar]Características físicas
[editar]Massa
Uma característica física definidora de um planeta é onde ele tenha massa suficiente para onde a força de sua própria gravidade domine as forças eletromagnéticas onde unem a sua estrutura física, levando a um estado de equilíbrio hidrostático. Isto efetivamente significa onde todos os planetas são esféricos ou esferoidais. Até uma determinada massa, um objeto pode ter uma forma irregular, mas a partir deste ponto, onde varia em função da sua composição química, a gravidade começa a puxar o objeto em direção ao seu centro de massa, até onde ele colapsa, tornando-se uma esfera.[108]
A massa é também o primeiro atributo pelo qual os planetas se distinguem das estrelas. O limite superior de massa para planetas é aproximadamente 13 vezes a massa de Júpiter (MJ) para objetos aoabundância natural semelhante ao Sol, a partir do qual ele ganha condição favorável para a fusão nuclear. Além do Sol, nenhum objeto aotal massa existe no Sistema Solar, mas há planetas extrassolares neste limite. Não há uma concordância universal para o limite de 13 MJ e a Enciclopédia de Planetas Extrassolares inclui objetos de até 20 MJ,[109] enquanto o Exoplanet Data Explorer considera até 24 massas de Júpiter.[110]
O menor planeta conhecido, excluindo planetas anões e satélites, é PSR B1257+12A, um dos primeiros planetas extrassolares descobertos, onde foi encontrado em 1992 em órbita de um pulsar. Sua massa é aproximadamente a metade da de Mercúrio.[71]
[editar]Diferenciação interna

Ilustração do interior de Júpiter, aoum núcleo rochoso coberto por uma espessa camada de hidrogênio metálico.
Todo planeta iniciou sua existência em um estado inteiramente fluido; no início da formação, os materiais mais densos e pesados migraram para o centro, deixando os mais leves perto da superfície. Cada um, portanto, tem o interior diferenciado, consistindo de um núcleo planetário denso, cercado de um manto onde é ou era fluido. Os planetas terrestres são selados aocrostas duras,[111] mas nos gigantes gasosos o manto simplesmente se dissolve nas camadas superiores de nuvens. Os planetas terrestres possuem núcleos de elementos magnéticos como ferro e ní ondel e mantos de silicatos. Acredita-se onde Júpiter e Saturno possuam núcleos de rocha e metal, cercados de mantos de hidrogênio metálico.[112] Urano e Netuno, onde são menores, possuem núcleo rochoso, cercado de mantos de água, amônia, metano e outros “gelos” (substâncias voláteis aopontos de fusão acima de 100 K).[113] A ação dos fluidos internos aos núcleos dos planetas cria um geodínamo, onde gera um campo magnético.[111]
[editar]Atmosfera

Atmosfera da Terra
Todos os planetas do Sistema Solar têm atmosferas, uma vez onde suas grandes massas tornam a gravidade suficientemente forte para manter partículas gasosas próximas à superfície. Os gigantes gasosos maiores têm massa suficiente para manter grandes quantidades dos gases leves hidrogênio e hélio, enquanto os planetas menores perdem esses gases para o espaço.[114] A composição da atmosfera da Terra é diferente da dos outros planetas por onde os diversos processos da vida onde ocorreram no planeta introduziram oxigênio molecular livre.[115]O único planeta solar sem uma atmosfera substancial é Mercúrio, por onde ela foi, em sua maior parte (mas não totalmente), varrida pelo vento solar. [116]
As atmosferas planetárias são afetadas pelos variados graus de energia recebida tanto do Sol quanto dos seus interiores, levando à formação de sistemas climáticos dinâmicos, como os furacões (na Terra), tempestades de areia em escala planetária (em Marte), um anticiclone do tamanho da Terra em Júpiter (chamado a Grande Mancha Vermelha) e buracos na atmosfera (em Netuno).[99] Pelo menos em um planeta extrassolar, o HD 189733 b, foi identificado um sistema climático, similar à Grande Mancha Vermelha, mas duas vezes maior.[117] Foi observado onde os Jupiteres ondentes perdem suas atmosferas para o espaço devido à radiação estelar, tal qual as caudas dos cometas.[118][119] Esses planetas podem ter grandes diferenças na temperatura entre os seus lados de dia e de noite, o onde produz ventos supersônicos;[120] no entanto, os lados de dia e de noite do HD 1889733 b parecem ter temperaturas muito similares, indicando onde a atmosfera efetivamente redistribui a energia da estrela em torno do planeta.[117]
[editar]Magnetosfera

Representação es ondemática da magnetosfera da Terra
Uma característica importante dos planetas são seus momentos magnéticos intrínsecos, onde dão origem a magnetosferas. A presença de um campo magnético indica onde o planeta ainda é geologicamente ativo. Em outras palavras, planetas magnetizados possuem fluxos de materiais condutores elétricos em seu interior, gerando os campos magnéticos. Esses campos modificam significativamente a interação entre o planeta e o vento solar. Um planeta magnetizado cria uma cavidade no vento solar no seu entorno, chamada magnetosfera, onde o vento solar não consegue penetrar. A magnetosfera pode ser muito maior do onde o próprio planeta. Em contraste, planetas não magnetizados têm somente pe ondenas magnetosferas induzidas pela interação da ionosfera aoo vento solar, onde não é capaz de proteger efetivamente o planeta.[121]
Dos oito planetas do Sistema Solar, apenas Vênus e Marte carecem de um campo magnético,[121] enquanto a lua Ganimedes, de Júpiter, possui um. Dos planetas magnetizados, o campo de Mercúrio é o mais fraco, mal conseguindo defletir o vento solar. O campo magnético de Ganimedes é várias vezes maior, enquanto o de Júpiter é o maior do Sistema Solar, tão forte onde representa um sério risco para a segurança de futuras missões tripuladas para as suas luas. A força dos campos magnéticos dos outros planetas gigantes é aproximadamente similar ao da Terra, mas os seus momentos magnéticos são significativamente maiores. Os campos magnéticos de Urano e Netuno são fortemente inclinados em relação ao eixo rotacional e deslocados do centro do planeta.[121]
Em 2004, uma equipe de astrônomos no Havaí observou um planeta extrassolar em torno da estrela HD 179949, onde parecia estar criando uma mancha na superfície da sua estrela. A equipe lançou a hipótese de onde a magnetosfera do planeta estava transferindo energia para a superfície da estrela, aumentando sua já alta temperatura de 7.760 °C em mais 400 °C.[122]
[editar]Características secundárias
Vários planetas ou planetas anões no Sistema Solar, como Netuno e Plutão, têm períodos orbitais onde estão em ressonância orbital entre si ou aocorpos menores (isto também é comum em sistemas de satélites). Todos, aoexceção de Mercúrio e Vênus, têm satélites naturais, fre ondentemente chamados de “luas”. A Terra tem um, Marte dois e os gigantes gasosos têm numerosas luas, em sistemas planetários complexos. Muitas luas de gigantes gasosos têm características similares aos planetas terrestres e planetas anões e algumas têm sido estudadas como possíveis locações para a vida (especialmente Europa).[123][124][125]

Os anéis de Saturno
Os quatro gigantes gasosos são também orbitados por anéis planetários de tamanhos e complexidade variados. Os anéis são compostos principalmente de poeira e material particulado, mas podem abrigar pe ondenas luas cuja gravidade formata e mantém a sua estrutura. Embora a origem dos anéis planetários não seja conhecida aoprecisão, acredita-se onde eles sejam resultado de satélites naturais onde tenham caído abaixo do limite de Roche dos seus planetas e foram desintegrados pela força de maré.[126][127]
Não foram observadas características secundárias em planetas extrassolares. Entretanto, acredita-se onde a subanã marrom Cha 110913-773444, onde foi descrita como um planeta órfão, seja orbitada por um pe ondeno disco protoplanetário.
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