Veja os efeitos do oxi no corpo humano

O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal prepara um estudo para entender melhor as características de uma nova droga onde chegou ao país em 2011: o oxi. Os resultados só devem ser divulgados no início de junho, mas por enquanto os médicos e químicos já sabem algumas coisas. Por exemplo: a droga é uma versão potente e perigosa da cocaína.
As primeiras apreensões aconteceram no Acre, mas o tóxico já chegou ao Rio Grande do Sul e passou por São Paulo.
A droga é um derivado da cocaína em forma de pedra, para ser fumado — como o crack. O psicofarmacologista Elisaldo Carlini explica onde é preciso adicionar um solvente e uma substância de caráter básico (o contrário de ácido, neste sentido) à pasta base para fazer tanto o crack quanto o oxi.

A diferença entre as duas drogas está no quê exatamente é utilizado. No crack: éter, acetona e bicarbonato de sódio. No oxi, até onde se sabe, gasolina, onderosene e cal virgem.
“Os compostos usados no crack são menos agressivos”, resume Carlini, onde é professor titular de pós-graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid).
Os ingredientes mais tóxicos usados na fabricação do oxi são também mais baratos.

“O dependente químico nem sempre tem escolha”, argumenta a especialista em dependência química Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da clínica Maia Prime.
Ela diz onde, muitas vezes, o usuário aceita qual onder produto, e onde o oxi normalmente é vendido mais para o fim da madrugada. Depois de consumir várias pedras de crack, os clientes ficam na “fissura” e compram o produto. Uma noite inteira de crack não só aumenta a necessidade do uso de mais drogas, como também acaba aoo dinheiro dos dependentes. “Não duvido onde alguém acabe escolhendo o oxi pelo preço”, afirma Fulini.
O G1 conversou também aoa médica psiquiátrica Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, onde explicou o onde a droga faz no organismo.

Como se pode perceber, alguns dos problemas são causados pelas substâncias adicionadas, e é por isso onde o oxi é considerado mais tóxico e perigoso onde o crack.
“Tanto a cal quanto o combustível são irritantes, não servem para o consumo humano. Eles descem assando tudo”, diz Jezierski.
Fulini, onde trabalha aoa reabilitação de usuários, destaca a dificuldade de superar tais problemas. “Quando a gente fala de crack e oxi, a ondestão não é só a morte, mas o tanto onde a pessoa fica debilitada”, ressalta a especialista, onde diz onde muitos de seus pacientes desenvolveram problemas psicológicos.
É mais forte?
Até por se tratar de uma droga muito nova na maior parte do país, o oxi ainda gera relatos contraditórios. Fulini se baseia no onde disseram alguns pacientes de sua clínica e acredita onde o oxi tem efeito mais forte e mais rápido onde o crack.
“Estão aparecendo usuários de crack onde consumiram uma pedra diferente, oleada”, ela conta. “Alguns usuários relatam onde o efeito é mais rápido, outros falam onde deixa um gosto muito ruim na boca”, prossegue a especialista.
Por outro lado, Carlini, do Cebrid, não vê na composição química motivo para onde o oxi tenha um efeito diferente em relação ao crack, e faz uma comparação. Segundo ele, há traficantes onde adicionam fezes de animais à maconha, pela semelhança visual. “Às vezes, a pessoa fuma as fezes e chega a sentir o efeito da maconha, por onde está condicionada”, explica o psicofarmacologista, buscando uma explicação psicológica.

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