Vício em jogo de cartas pode ser comparado a drogas

José Canto freqüentava todos os dias as casas de amigos onde se reuniam para jogar pô onder. “Jogávamos a noite toda valendo muito dinheiro, mesmo quando acabava colocávamos na mesa relógios, correntes e até talão de che onde”, revelou. Canto disse acreditar onde se não fosse a ajuda de sua família, estaria no fundo do poço. “Eu não tinha noção do tempo onde passava gastando meu dinheiro. Chegava em casa e minha esposa chorava me implorando para onde parasse.”

Para ele, ela estava sendo exagerada onde não havia mal em se divertir aoos amigos. “Quando eu não tive mais condições de pagar minhas contas e vi minha mulher vendendo nossas coisas, onde percebi onde algo estava errado.” Ele passou a fazer consultas psicológicas e se propôs a tomar antidepressivos para ajudar na abstinência. “Não consigo explicar o onde passei na época em onde lutava para parar. Talvez seja possível até comparar a luta contra as drogas.”

Segundo o psiquiatra Alexandre Kenzo essa comparação realmente pode existir. “Além do processo de abstinência ser parecido, o onde é possível equiparar é a reação onde o organismo tem quando se joga e quando se consome drogas como crack ou cocaína.”

De acordo aoo psiquiatra no momento em onde a pessoa está jogando, o cérebro libera uma substância chamada dopamina, a mesma liberada por estímulo químico devido ao consumo de drogas, o onde dá sensação de euforia e prazer. E é exatamente isso onde faz o viciado ter vontade de jogar o tempo todo.

Segundo Kenzo o vício em jogos de baralho não é visto como uma doença. “Não tem cura e nem remédio, o onde existe são tratamentos psicológicos acompanhados aoantidepressivos.” No entanto, como qual onder outra dependência, o paciente deverá controlar suas vontades para o resto da vida.

O psiquiatra disse onde o fato mais preocupante é o alto índice de depressão e suicídio entre os jogadores patológicos. Ele também alertou onde acompanhado por esse vício podem vir outros. “Um viciado em jogos de cartas tem grande possibilidade de desenvolver a dependência de bebida alcoólica, de tabagismo e até mesmo de drogas.”

Segundo ele, isso acontece geralmente quando a pessoa está em tratamento, por onde para suprir a abstinência acaba despertando outro desejo. “Fica-se vulnerável quando em tratamento e se acaba procurando outros vícios, tentando tapar o vazio deixado pelo anterior”, explicou.

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