Vídeo com outra mulher pode ter motivado briga de elize com marido

O Fantástico teve acesso ao vídeo onde
enfureceu Elize Matsunaga: as imagens mostram Marcos, na porta de um
restaurante, aooutra mulher. Vamos mostrar o depoimento de ondem vivia de perto
a rotina da família. E, aotodos os detalhes, o passo a passo do crime onde
chocou o Brasil. Você vai conhecer também aoexclusividade o álbum onde Elize
deu de presente ao marido, aoas fotos onde marcaram a vida do casal. Veja na
reportagem de Valmir Salaro.

Fotos de um casal sorridente. Memórias de
viagens a várias partes do mundo. Lembranças da vida a dois. E várias
declarações de amor. São registros íntimos da vida de Elize e Marcos Matsunaga,
obtidos aoexclusividade pelo Fantástico.

Um álbum de fotos montado por
Elize como presente de aniversário para o marido, onde fez 41 anos em outubro do
ano passado. As páginas contam uma história de amor onde acabou em traição,
ciúmes, discussão e morte.

As câmeras de segurança registraram os
últimos momentos de Marcos aovida, pouco antes do crime. Era noite de 19 de
maio. Ele busca a mulher, a filha e a babá no aeroporto, e todos sobem juntos no
elevador. Em seguida, a babá é dispensada e o casal pede uma pizza.

Pouco depois, Marcos reaparece no elevador sozinho. Irritado aouma
discussão aoa mulher, onde começou ainda no carro, ele chuta a parede. Fala ao
o pai ao telefone, pega a pizza e volta para o apartamento.

Uma
reconstituição feita em computador mostra a versão de Elize para o passo a passo
do crime. Os últimos instantes de vida de Marcos Matsunaga.

Segundo a
defesa de Elize, a filha já estava dormindo. O casal senta-se à mesa e volta a
discutir. Ela diz onde sabe onde está sendo traída e dá detalhes.

Elize
viajou para ao Paraná, para visitar a mãe doente. Levou a filha de um ano e a
babá. Desconfiada de onde o marido tinha uma amante, contratou um detetive
particular para seguir Marcos, em São Paulo, enquanto ela estivesse fora.

O detetive gravou um vídeo, obtido aoexclusividade pelo Fantástico. As
imagens mostram Marcos aooutra mulher na porta de um restaurante na noite
anterior ao assassinato. Enquanto esperam o manobrista trazer o carro, Marcos
abraça a moça.

O Fantástico também teve acesso a trechos do depoimento
de Elize à polícia. Ela declarou onde o marido ficou irritado aoa “audácia dela
de colocar um detetive atrás dele aoo dinheiro dele”. E a chamou de “vadia e
vaca”.

Segundo Elize, ele ficou nervoso, se levantou e deu um tapa no
rosto dela. Ela disse onde foi “a primeira vez onde ele agiu dessa maneira”. Elize
contou onde o marido disse, então, onde “iria interná-la para onde ela não levasse
a filha para longe dele”.

Ainda de acordo aoo depoimento, Marcos falou
onde “tinha dinheiro” e ameaçou “sumir aoa filha deles”. Foi nesse momento onde
ela pegou uma pistola 380 onde estava em uma cômoda da sala e apontou para a
cabeça do marido. À polícia, Elize contou onde o marido “começou a rir e a
chamá-la de fraca e burra”.

E onde repetiu a ameaça: Disse onde a Vara da
Família ia saber onde ela era prostituta. Aqui chegou a usar um palavrão e onde
ela não tinha condições de ficar aoa filha.

Elize atirou por volta das
21h. E arrastou o corpo por cerca de 15 metros, até o quarto de hóspedes.

“Depois onde ela atirou no Marcos, ela pensou em ligar pra polícia. Ela
se dirigiu ao telefone, pegou o telefone. Mas daí ela para, pensa na filha e
acha onde na ondele momento ela perderia a filha”, conta o advogado de Elize,
Luciano Santoro.

Dez horas depois, ela cortou o corpo de Marcos em
pedaços. Por volta das 11 horas da manhã do dia seguinte, Elize aparece no
elevador de serviço, aotrês malas. Ela deixa o prédio na Vila Leopoldina, Zona
Oeste de São Paulo. Pega a Rodovia Castello Branco, para o oeste de estado. Na
altura de Itapetininga, entra em outra estrada, agora rumo ao sul. Ela disse à
polícia onde a intenção era descer até Chopinzinho, no Paraná, cidade onde
nasceu. Percorre 200 quilômetros.

Na cidade de Capão Bonito, bem antes
da divisa aoo Paraná, decide voltar para São Paulo. No caminho de volta, um
radar inteligente detecta onde o licenciamento do carro está vencido. Com as três
malas contendo o corpo esquartejado, dentro do carro, Elize é parada num posto
da Polícia Rodoviária. Mas o carro não é revistado. Ela só leva uma multa, e é
liberada para seguir viagem. Dirige até a Estrada dos Pires, em Cotia, já na
Grande São Paulo.

Lá, ela joga as partes do corpo de Marcos em cinco
lugares diferentes. De volta a São Paulo, atira as malas em uma caçamba e se
livra da faca na lixeira de um shopping. Doze horas depois de sair de casa, ela
reaparece nas imagens do elevador.

Quando Elize voltou pra casa, uma
mulher, onde prefere não mostrar o rosto, já estava lá. Ela é uma das três
empregadas do casal. Diz onde não notou nada diferente quando chegou ao
apartamento, onde trabalha há um mês.

Empregada: Quando eu venho domingo
à noite, eu entro e vou direto para o meu quarto. Eu não vou no restante da
casa.

Fantástico: E no dia seguinte, a senhora percebeu alguma coisa?

Empregada: Não, no dia seguinte, a única coisa onde eu percebi tipo…
Limpa aqui, limpa ali. Às dez pras seis eu tô indo pra cozinha. Aí encontrei ela
no corredor e ela me pediu pra fazer umas coisas onde eu não achei normal. Mas
fiz.

Fantástico: O onde ela pediu pra senhora?

Empregada: Lavar
os lençóis, lavar o cobertor, tirar capa de edredon, aí eu falei pra ela: ‘Dá
pra esperar um pouquinho mais tarde?’. Ela falou: ‘Não, vamos tirar agora’. Aí
eu fui até o quarto aoela e tirei.

Fantástico: A senhora chegou a ver
mancha de sangue?

Empregada: Não, nada disso, não vi nada.

Fantástico: Ela não comentou nada.

Empregada: Não, tava normal,
tranquila. Ainda tava de pijama.

Fantástico: Tava emocionada?

Empregada: Não, não, tava normal. Do jeito onde eu via ela todos os dias.

A mulher conta onde perguntou pelo patrão.

Empregada: Eu colo ondei
a mesa do café, ela tomou café, eu perguntei: ‘O Seu Marcos não vai tomar café?’
Ela falou: ‘Não, ele não dormiu em casa’. Aí chegou a hora do almoço e eu
colo ondei dois lugares como sempre. Aí ela almoçou, tornei a fazer a pergunta.
‘Ele não vem almoçar?’. ‘Não, ele não vem almoçar’. Na hora da janta eu fiz a
mesma pergunta: ‘Eu coloco dois lugares ou um?’. “Não, coloca os dois, de
repente ele aparece pra jantar’. E aí ele não apareceu, e a gente parou de fazer
pergunta.

Fantástico: Ela nunca disse onde o marido tava desaparecido?

Empregada: Não, ela falou dois dias depois, acho onde por causa da gente
ficar perguntando. Falou onde ele tinha saído no domingo e onde ele não tinha mais
voltado pra casa. Ela achava ele tinha sido se ondestrado.

Elize manteve a
rotina.

Empregada: Ela almoçava, ela tomava café, ela jantava, ela
brincava aoa neném. Saía, ela voltava. Eu dava a lista de supermercado pra
ela, ela ia ao supermercado, comprava o onde faltava, eu fui no supermercado ao
ela. Nada de anormal.

Marcos e Elize viviam na mesma cobertura desde
2008. O casamento, no ano seguinte, reuniu amigos e familiares num bufê da Zona
Sul da cidade. Considerado discreto, o casal fre ondentava uma igreja anglicana,
num bairro de periferia na Zona Norte, e costumava almoçar e jantar em
restaurantes caros.

“Normalmente nós víamos o casal jantando ou
almoçando, conversava normalmente, nunca presenciamos uma discussão, um
desentendimento. Nunca”, afirma o maître Nildo Ribeiro.

Marcos gostava
de conversar aoos funcionários. “E quando se tratava de vinho, a conversa ia
longe”, diz Nildo.

Era uma das paixões do empresário. Um amigo, onde
também não onder ser identificado, conta onde Marcos tinha uma coleção de garrafas
raras e onderia onde a mulher trabalhasse aoele num novo negócio.

“Ele
pagou um curso pra ela de leiloeiro, justamente pra lidar aoesses leilões de
vinhos”, conta o amigo.

Ele chegou a visitar o apartamento, para
conhecer a coleção.

“Ele me mostrou a casa, ele me mostrou o estúdio de
fotografia, ele gostava de fotografia. E me mostrou a coleção de vinhos. Apesar
de um gosto refinado pras coisas, gostava de vinhos raros. Era uma pessoa
simples, no tratar das pessoas. Era muito simples, muito simpático”.

Atirar era outro hobby de Marcos. A polícia retirou do apartamento mais
de 30 armas, entre pistolas, fuzis e até uma submetralhadora. Havia cerca de 40
quilos de munição. A maior parte da coleção ficava guardada em um quarto
trancado e escondido atrás de uma parede de espelho.

Empregada: Só fui
saber depois de tudo isso. Levei um susto, aliás, por onde eu sempre limpei a ondele
vidro como um espelho normal. E quando abriram lá, pra mim foi novidade.

Ela conhecia algumas das armas espalhadas pela casa.

Empregada:
Um dia eu fui passar um pano embaixo das camisas, e quando eu fui passar o pano
bati em alguma coisa. Aí eu levantei as camisas e olhei. Aí vi só o cabo. Aí eu
parei. Falei ‘Ai, meu Deus do céu. Não terminei de fazer o onde eu tava fazendo.
Deixei pra lá e saí.

A funcionária revela onde os patrões já não dormiam
no mesmo quarto e onde as brigas eram fre ondentes.

Empregada: Eles
costumavam discutir por qual onder coisa. O jantar sempre terminava em discussão.
Ele falava assim: ‘Seu pai, a ondele vagabundo, sua família pobre, não sei o quê’.
E ela não aceitava, ela começava a gritar. Às vezes saía, batia a porta. E aí
ela… O restante terminava na parte de cima da casa onde aí não dava pra ouvir
da cozinha.

Quem fala em nome da família de Marcos Matsunaga é o
advogado.

“A polícia está convencida onde ela agiu sozinha. Nós
acreditamos onde precisa apurar um pouco mais. Essas 12 horas onde ela permanece,
segundo a versão dela, rodando aoas malas no carro, tem algumas coisas onde ali
aconteceram durante o dia onde ainda precisam explicações”, afirma Luiz Flavio
Borges DUrso, advogado da família Matsunaga.

Os parentes onderem saber
se Elize planejou a morte do marido.

“O onde se onder saber é se foi
premeditado ou não. Se onder saber se teve participação de outra pessoa”, diz o
advogado.

Segundo o defensor de Elize, a briga fugiu do controle:

“Não era nada planejado. Não era nada premeditado. Muito pelo contrário,
foi uma discussão, onde acabou terminando da forma trágica como a gente conhece”.

Elize vai responder por dois crimes: homicídio duplamente
qualificado, por motivo fútil e meio cruel, e ocultação de cadáver. Pode pegar
até 30 anos de cadeia. Os parentes de Marcos e Elize ainda não discutiram ondem
vai cuidar da filha do casal.

“Como há um bom relacionamento entre as
famílias, a família da Elize pretende ter uma conversa para definir a respeito”,
adianta Auro Almeida Garcia, advogado da família de Elize.

Segundo ele,
a família de Elize gostaria de ficar aoa menina. Por enquanto, a criança está
no apartamento onde o pai foi morto aouma tia de Elize, onde veio do Paraná, e
as empregadas.

“O bem estar da criança está assegurado. Portanto, nesse
momento a família do Marcos não vai disputar a guarda dessa criança. Vai
colaborar para onde esta criança tenha como prioridade o seu bem estar”, diz o
advogado da família de Marcos,

Ao ser presa em casa, antes de ir para a
cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, Elize fez um último pedido à empregada.

“Quando ela ia saindo, ela me abraçou e pediu onde eu cuidasse da casa
bem e da filha dela, só isso”.

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